Brasil e Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação para aprimorar ações contra o tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê o intercâmbio contínuo de informações digitais sobre apreensões realizadas nas fronteiras de ambos os países, com o objetivo de facilitar investigações rápidas sobre rotas, padrões e conexões entre remetentes e destinatários de ilícitos.
O entendimento foi formalizado nesta sexta-feira, após reunião entre representantes brasileiras e americanas no Ministério da Fazenda. Segundo o ministro Dario Durigan, o compartilhamento de dados qualificados fortalecerá ações coordenadas tanto na origem quanto no destino de cargas suspeitas, principalmente envolvendo contrabando de armas, munições e drogas. A iniciativa surge após conversas entre os presidentes Lula e Trump, refletindo um esforço bilateral de combate ao crime organizado transnacional.
Investigações podem se beneficiar do uso de tecnologias como escâneres de raio-X, que têm contribuído para o aumento de apreensões de peças de armamento. Robinson Barreirinhas, secretário da Receita Federal, destacou que todos os contêineres brasileiros são submetidos a inspeções de raio-X, o que tem facilitado a identificação de itens ocultos e aumentado a captura de componentes utilizados na montagem de armas. Em 12 meses, mais de 1,1 mil armas e partes de armas foram apreendidas nas fronteiras brasileiras, enquanto no primeiro trimestre de 2026, foram retidas mais de 1,5 mil toneladas de drogas, principalmente substâncias sintéticas e haxixe.
Como uma das principais ações do acordo, foi lançado o Programa Desarma, sistema informatizado da Receita Federal que amplia o rastreamento de armas e materiais sensíveis internacionalmente. A ferramenta registra informações detalhadas sobre produtos de origem americana ou brasileira, como tipo, origem declarada, dados logísticos e números de série, possibilitando o mapeamento de redes criminosas envolvidas no comércio ilícito de armas. A iniciativa busca fortalecer a resposta conjunta ao crime organizado, facilitando fatores como a identificação de rotas e o histórico de cada carga apreendida.
Atualmente, o sistema está em operação e deve contribuir para ações futuras, reforçando as estratégias de fiscalização e repressão às organizações ilícitas.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



