A Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) anunciou nesta quinta-feira que o camarote Rio Praia provavelmente não será autorizado a funcionar no Carnaval de 2027, devido a denúncias de superlotação durante os desfiles na Marquês de Sapucaí neste ano.
Segundo o presidente da entidade, Gabriel David, o espaço teria comercializado ingressos em quantidade superior ao limite estabelecido. A fiscalização do evento é baseada em laudos técnicos emitidos pelos Bombeiros e no controle realizado por um sistema de vendas oficial. Ele afirmou ainda que o camarote teria burlado esse sistema, permitindo a entrada de um número maior de pessoas do que o permitido por lei.
Após o evento, consumidores relataram dificuldades de circulação, aglomeração excessiva e problemas no serviço, como bebidas servidas em temperatura inadequada. Essas reclamações aumentaram nas redes sociais durante e após o Carnaval.
O Procon Carioca instaurou uma fiscalização para apurar os fatos e determinou que a empresa responsável pelo camarote apresente uma proposta de ressarcimento a clientes que se considerarem prejudicados. A investigação também investiga possíveis violações nas ofertas de open bar e open food.
O camarote afirmou que houve alterações estruturais de última hora que afetaram a circulação interna e que, apesar das reclamações, não houve ultrapassagem do limite de capacidade autorizado. A empresa também garantiu que manteve os serviços ofertados normalmente.
As investigações continuam sob responsabilidade das autoridades de defesa do consumidor e da própria Liga, que avaliam as providências cabíveis diante das irregularidades identificadas.
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