agosto 15, 2026
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15/08/2026

Casa da esclerose múltipla inaugura no Rio para conscientização e educação

Neste fim de semana, o Rio de Janeiro acolhe a primeira edição da Casa da Esclerose Múltipla (EM), uma ação voltada a promover o entendimento sobre a doença e ampliar o debate sobre saúde neurológica. O evento, que é gratuito, fica disponível no Shopping Tijuca até domingo, com horários de funcionamento das 11h às 19h no sábado e até 17h no domingo. A iniciativa é promovida pela Merck, em parceria com a Associação de Pacientes de Esclerose Múltipla do Estado do Rio de Janeiro (APEMERJ).

A instalação oferece uma experiência imersiva, na qual os visitantes podem vivenciar na prática os desafios enfrentados por quem tem a condição. Por meio de ambientes sensoriais interativos, a atração simula sintomas comuns da EM, como dificuldades visuais, desequilíbrios, tremores, fadiga e perda de coordenação motora. A proposta é aumentar a empatia e o conhecimento público sobre a doença, que afeta aproximadamente 40 mil brasileiros.

Dados indicam que os sintomas mais frequentes incluem dificuldades para caminhar, tontura e fraqueza muscular, embora eles não apareçam necessariamente simultaneamente nos pacientes. Em média, leva cinco anos desde o surgimento dos primeiros sinais até o diagnóstico. O evento ocupa quatro ambientes que reproduzem situações cotidianas, como a rotina doméstica e o ambiente de trabalho. No quarto, simula perda de sensibilidade e alterações visuais; na cozinha, testes de destreza com objetos de diferentes pesos; na rua e transporte, obstáculos relacionados à queda de força e equilíbrio; e na área de trabalho, desafios cognitivos e motores que refletem dificuldades enfrentadas em atividades profissionais.

Segundo João Victor Cabral, gerente médico de Neurologia e Imunologia da Merck, a doença impacta a qualidade de vida do paciente de forma multidimensional, afetando o físico, o emocional e o social. A experiência busca refletir essa realidade, mostrando que os efeitos da EM vão além do ambiente doméstico.

Luzia Lopes Trindade, presidente da APEMERJ, reforça que atividades como a Casa da EM contribuem para conscientização e podem até mesmo salvar vidas, ao alertar sobre os sintomas e estimular diagnósticos precoces, além de melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Desde 2017, o projeto percorre diferentes regiões do Brasil, apresentando novidades e ambientes inéditos em cada edição, sempre com o objetivo de promover solidariedade e divulgar informações confiáveis.


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