março 7, 2026
março 7, 2026
07/03/2026

Caso Marielle: Delação revela detalhes do crime

Caso Marielle: Delação revela detalhes do crime

Estimativa de Tempo de Leitura: Aproximadamente 4 minutos

Resumo: Neste texto, você encontrará detalhes da delação premiada de Élcio de Queiroz, envolvido no caso do assassinato de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. A descoberta da morte de Anderson em um bar após o crime, o uso de aplicativo de criptografia para planejar o assassinato e a fuga para a Barra da Tijuca são alguns dos aspectos discutidos.

Rio – O ex-policial militar Élcio de Queiroz, preso por seu envolvimento no assassinato de Marielle Franco, relatou à Polícia Federal e ao Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ), em delação premiada, que soube da morte do motorista Anderson Gomes somente ao chegar a um bar na Barra da Tijuca, momentos após o crime, e ver a notícia na televisão.

Detalhes da Delação Premiada

De acordo com a delação, a qual o DIA teve acesso, Élcio admitiu que dirigiu o veículo Cobalt prata utilizado no ataque e afirmou que os disparos foram feitos pelo ex-policial reformado Ronnie Lessa. “Ao terminar a rajada, ele disse: ‘pode ir embora’. Eu perguntei: ‘e a senhora que estava ao lado dela?’. E ele respondeu: ‘fica tranquilo’. Então, eu pensei que não tivesse acontecido nada com a assessora e com o motorista”, relatou Élcio.

A Fuga para a Barra da Tijuca

Aos policiais, Queiroz contou que, após a morte de Marielle e Anderson, ele e Lessa foram com o carro utilizado no crime até a rua onde fica o condomínio da mãe de Ronnie, no Méier, Zona Norte do Rio. No local, encontraram com Denis Lessa, irmão do acusado, que ficou com a bolsa onde estava a arma usada. Posteriormente, eles entraram em um táxi, pedido por Denis, para a Barra da Tijuca, na Zona Oeste, onde foram até um bar para beber.

O Aplicativo que Não Deixa Rastros

Ainda de acordo com o documento, Élcio afirma ter sido informado sobre a morte do motorista somente no local. “Ficava toda hora aparecendo a chamada na televisão. Eu perguntei ao garçom, e ele falou que foi um homicídio de uma vereadora, mas falou por alto. Não tinha som porque estava tendo jogo. De vez em quando chamava, até que em um momento ele disse: ‘morreram duas pessoas no local’… aí eu falei: ‘que merd*'”, continuou o réu.

“O vidro estava fechado, eu nem vi o rosto dele. Não sei se o meu vidro era muito escuro, pode ser que o disparo atravessou o vidro, mas eu não vi. Eu emparelhei e coloquei a minha janela paralela ao carona do carro do Anderson. Ele (Ronnie) já estava com o vidro aberto e eu só escutei a rajada e começou a cair umas cápsulas na minha cabeça e no meu pescoço. Eu nem vi se acertou alguém, se não acertou”, completou.

Vinkmag ad