O projeto cultural “Samba Que Elas Querem canta Beth Carvalho” chega ao Rio de Janeiro com o objetivo de homenagear a trajetória da renomada sambista, cujo legado será comemorado em 2026, em ocasião do seu octogésimo aniversário. As apresentações ocorrerão no Sesc Ramos, em 28 de março, e no Sesc Madureira, em 12 de abril, sempre às 14 horas. Os locais refletem a importância do samba na história e na cultura da cidade, além de relacionar-se diretamente à influência de Beth Carvalho na trajetória do gênero.
O espetáculo reúne artistas de nova geração que interpretam composições marcantes de Beth Carvalho, com uma curadoria baseada em análises de quatro décadas de sua produção musical, de 1970 a 2011. A seleção destaca as ligações do repertório à escola de samba Mangueira e às inovações do Fundo de Quintal. A iniciativa busca preservar a memória da artista, reforçando sua relevância para diferentes expressões do samba.
Desde sua origem, em 2017, o grupo tem adotado a obra de Beth como principal fonte de estudo e inspiração. A afinidade das integrantes com seu legado foi comprovada em uma ação de 2018, quando gravaram um vídeo na casa da cantora ao som de “Vou Festejar”, convocando uma manifestação em defesa da democracia. O episódio evidenciou a participação ativa do grupo na história do movimento “Diretas Já”, movimento que reivindicava a redemocratização do Brasil após o período militar.
O show atual, dirigido por Bárbara Guimarães, propõe uma viagem por diferentes momentos do samba, partindo do clássico “Bar da Neguinha” como elemento central. A apresentação incorpora elementos de rodas de samba tradicionais e pagode, sob a direção musical de Cecília Cruz. A proposta inclui convidar artistas ligados à Mangueira para participar de uma roda que simboliza a interação das gerações, promovendo a conexão entre os diversos estilos e tempos do samba.
A iniciativa também busca fortalecer a presença feminina na música popular brasileira, promovendo o protagonismo de artistas do gênero e ampliando a atuação do samba por mulheres em diferentes regiões do estado. Assim, o projeto reafirma a atualidade de Beth Carvalho e contribui para a valorização do samba como espaço de cultura, renovação artística e preservação histórica.
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