março 26, 2026
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26/03/2026

Crise na Alerj: disputa judicial e política pela presidência da Assembleia Legislativa do Rio

A eleição para a nova presidência da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), prevista para as 14h15 desta quinta-feira (26), tem gerado tensões na política estadual. A votação, convocada pelo presidente em exercício Guilherme Delaroli, encontra resistência por parte de partidos de oposição, que tentam impedir a realização do pleito no âmbito judicial e também buscam minar a legitimidade da sessão parlamentar.

Diversas legendas – incluindo PSD, PDT, PT, Psol, PSB, PCdoB e MDB – estão organizando um movimento que consiste em não registrar presença no sistema eletrônico de votação. Essa estratégia tem o objetivo de questionar a validade do processo e aumentar a pressão contra a condução da eleição. Os oposicionistas alegam que o procedimento ocorreu sem o rito adequado, apontando como motivo a tentativa de acelerar a eleição sem respeitar o prazo de convocação, além de defender que o procedimento deveria se estender por até cinco sessões legislativas. Outro ponto de contestação é a necessidade de aguardar a conclusão da retotalização dos votos de Rodrigo Bacellar, procedimento que permitiria a inclusão de um novo deputado e a recomposição do plenário com 70 integrantes.

Na manhã desta quinta, o deputado Luiz Paulo (PSD) levantou dúvidas em plenário sobre a legalidade da votação e indicou que o julgamento pode ser conduzido na Justiça. Segundo o parlamentar, o suplente resultante da recontagem determinada pela Justiça Eleitoral não teria tempo suficiente para assumir a vaga e participar do pleito. O líder estadual do PSD, Pedro Paulo, afirmou que a legenda está avaliando acionar o Judiciário para barrar o processo.

Na oposição, o clima também se intensificou além do plenário. O prefeito de Maricá, Washington Quaquá, declarou que o PT deverá recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar impedir o que classificou como uma condução irregular do procedimento. Assim, o conflito já transborda do âmbito político para o jurídico, evidenciando a disputa pelo comando da Casa.

A pressa da base governista se explica pelo fato de a eleição ter sido convocada após a cassação de Rodrigo Bacellar. A situação reforça a importância do cargo, que ganhou maior peso diante do atual momento de transição política no estado. Antes da sessão, Guilherme Delaroli reuniu lideranças partidárias para discutir as eleições na Alerj e no Palácio Guanabara, onde também há uma eleição para o mandato-tampão, ampliando o cenário de instabilidade nas articulações políticas estaduais.


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