A saída do gerente de Recursos Humanos da PortosRio ocorreu após resistir às nomeações de 21 indicados ligados ao grupo político de Waguinho, ex-prefeito de Belford Roxo e aliado do presidente Lula. A decisão de Breno Luiz Lunga foi motivada pela ausência de respaldo administrativo para realizar as contratações na situação em que estavam sendo conduzidas.
Segundo fontes confidenciais, a principal resistência de Lunga esteve relacionada à falta de aprovação prévia do Ministério da Gestão e da Secretaria de Coordenação e Governança das Empresas Estatais. Como as vagas para os nomes indicados ainda não haviam sido formalmente criadas, a área de Recursos Humanos optou por não efetivar as admissões, gerando conflito com interesses políticos crescentes dentro da estatal.
O grupo de Waguinho passou a ocupar posições na PortosRio, incluindo nomes ligados à sua família, ampliando o quadro de indicados na estatal. Entre os nomes citados estão Fabiane dos Santos Carneiro, irmã do ex-prefeito, e Matheus Carneiro Barros, sobrinho dele, além de outros funcionários com salários que podem chegar a R$ 27,8 mil.
A exoneração de Lunga evidencia os desafios enfrentados por setores técnicos ao tentar conter indicações políticas, especialmente na ausência de uma estrutura formalizada para a incorporação de novos cargos. O episódio reflete as tensões existentes na gestão da estatal, que permanecem em andamento conforme as dinâmicas internas e interesses políticos na região.
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