maio 26, 2026
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26/05/2026

Crise na UENF: professores reivindicam plano de cargos e salários após 20 anos

Indígenas goytacazes resistiram às invasões portuguesas, sofrendo forte extermínio até o final do século XVIII, com cerca de 12 mil povos exterminados na região. Apesar do massacre, a influência dessas comunidades permanece na cultura e na gastronomia do Norte Fluminense. Um exemplo dessa herança é a arquitetura da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro, cuja estrutura lembra um cocar, visível às margens do Rio Paraíba do Sul, simbolizando a resistência das origens.

Hoje, a universidade enfrenta uma crise financeira e institucional sem precedentes. Criada por Leonel Brizola e idealizada por Darcy Ribeiro, a instituição, que completou 33 anos, não atualiza seu plano de cargos e salários há duas décadas. Recentemente, os docentes enviaram um ofício ao governador em exercício, Ricardo Couto, solicitando ações para reverter a situação. A pauta inclui a implementação de um novo plano de cargos, aumento no auxílio-alimentação, retomada dos triênios e pagamento integral de uma recomposição salarial aprovada pela Assembleia Legislativa.

A luta dos profissionais da UENF é uma resposta ao longo período de negligência por parte da gestão do ex-governador Cláudio Castro. Os professores estão em greve desde novembro de 2025 e criticam a ausência de diálogo oficial. A crise reflete também o impacto do descaso com uma instituição considerada estratégica para o desenvolvimento do interior do estado, cuja preservação tem importância para a produção científica, a formação de jovens e a atração de pesquisadores. O futuro da universidade depende de ações que garantam sua estabilidade, continuidade e papel de destaque na pesquisa e na educação regional.


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