março 27, 2026
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27/03/2026

Crise no Rio: prisão de Bacellar agrava colapso político e crise na Alerj

Na manhã desta sexta-feira, o cenário político no Rio de Janeiro sofreu uma ruptura significativa com a detenção do deputado estadual e ex-presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar. A prisão ocorreu em sua residência em Teresópolis, na Região Serrana do estado, e foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal durante a fase atual da Operação Unha e Carne III. Além do mandado de prisão, foram cumpridos também mandados de busca e apreensão.

A prisão de Bacellar ocorre menos de três meses após sua primeira detenção, em dezembro, que aconteceu sob suspeita de vazar informações de operações policiais. Neste momento, o parlamentar enfrenta a cassação de seu mandato pelo Tribunal Superior Eleitoral, por crimes de abuso de poder político e econômico. Após a detenção, ele foi encaminhado à Superintendência da Polícia Federal, localizada na Praça Mauá, no centro do Rio.

O episódio ocorre em meio a uma turbulência na crise de sucessão do governo estadual. Pouco antes, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anulou a eleição para a nova Mesa Diretora da Alerj, que havia definido Douglas Ruas como presidente e designado seu papel como sucessor interino do governador Ricardo Couto. A introdução de Bacellar na situação reforça o impacto na dinâmica política, uma vez que sua influência no Palácio Tiradentes está sendo severamente limitada por ações da Justiça Federal.

A ação da Polícia Federal é parte da terceira fase da Operação Unha e Carne, que concentra-se em desvendar ligações entre membros do legislativo fluminense e práticas ilícitas graves. Bacellar é apontado como peça central em investigações relacionadas ao escândalo do Ceperj, além de possíveis ligações com vazamentos de dados de inteligência voltados ao combate ao crime organizado.

Desde dezembro de 2024, Bacellar acumula uma sequência de apreensões, incluindo a sua detenção inicial por vazamentos de informações da Polícia Federal, a cassação do mandato pelo TSE nesta mesma semana e a anulação de uma eleição interna na Alerj. Agora, a nova detenção reforça os desdobramentos de uma investigação que busca esclarecer suspeitas de corrupção e irregularidades na atuação de figuras políticas do estado.


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