A implementação de uma ciclofaixa em mão dupla em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, tem gerado divergências entre motoristas, comerciantes e ciclistas, especialmente no que diz respeito à segurança viária. A iniciativa, que visa promover alternativas de transporte sustentável, enfrenta críticas devido aos riscos associados ao novo layout das ruas.
A nova configuração altera a circulação convencional, com uma ciclofaixa bidirecional ocupando espaço que antes era dedicado exclusivamente ao fluxo de veículos. Essa mudança aponta para uma economia de espaço público, facilitando a conexão entre pontos estratégicos da cidade. Entretanto, há preocupações quanto à convivência com o tráfego tradicional, especialmente em cruzamentos e entradas de garagem, onde a visibilidade e a leitura do movimento ficam comprometidas.
Motoristas e comerciantes argumentam que a alteração reduziu vagas de estacionamento e criou pontos cegos, aumentando a probabilidade de acidentes. Por outro lado, defensores da iniciativa destacam que a mudança busca democratizar o uso das vias, reconhecendo às bicicletas o direito de circulação legalmente garantido, além de otimizar o uso do espaço viário.
Os principais riscos se concentram nos cruzamentos, onde a atenção dos motoristas muitas vezes se limita a uma direção específica. Com a ciclofaixa bidirecional em uso, ciclistas podem surgir de ambos os sentidos, muitas vezes de forma inesperada, aumentando as chances de colisões frontais ou acidentes em que veículos fecham ciclistas no ponto cego dos retrovisores. A necessidade de atenção redobrada ao fazer curvas ou cruzar essas áreas é fundamental para evitar tragédias.
Promover uma convivência segura entre veículos e bicicletas depende, além de eventuais revisões no projeto, de uma postura preventiva dos condutores e ciclistas. Motoristas devem sempre verificar os retrovisores de forma ampla antes de cruzar ou fazer retornos, respeitando a sinalização e evitando atitudes que comprometam a circulação de ciclistas, como estacionar ou parar sobre a ciclofaixa. Ciclistas, por sua vez, precisam reduzir a velocidade ao se aproximar de cruzamentos e garantir maior visibilidade com iluminação adequada e roupas claras, principalmente à noite.
Atualmente, a discussão sobre o projeto permanece em aberto, com o órgão responsável avaliando possíveis ajustes. Enquanto isso, a conscientização e a prudência de todos os usuários do espaço viário continuam sendo essenciais para minimizar riscos e assegurar a segurança de quem circula pelas ruas de Teresópolis.
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