abril 1, 2026
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01/04/2026

Cuidados na compra de peixes na Semana Santa evitam fraudes e garantem saúde

Com a chegada da Semana Santa, há um aumento na demanda por peixes e frutos do mar, especialmente na Sexta-Feira Santa, quando muitos substituem a carne vermelha por esses alimentos. Essa procura maior, no entanto, requer atenção redobrada por parte dos consumidores, pois pode facilitar práticas irregularidades na comercialização e fraudes alimentares.

Os pescados, considerados alimentos nutritivos e benéficos à saúde, também são altamente perecíveis, demandando atenção à conservação, aparência e origem dos produtos adquiridos. Manter-se atento a esses aspectos é fundamental para evitar riscos à saúde e garantir a qualidade do alimento.

Especialistas do CRMV-RJ oferecem orientações práticas para identificar pescado em bom estado. O bacalhau, um dos itens mais tradicionais na ceia de Semana Santa, está entre os mais visados por fraudes. Para garantir sua qualidade, deve-se verificar se a textura é firme e elástica, além de cheirar o produto para detectar odores artificiais ou desagradáveis, como cheiro de amônia ou ácido, que podem indicar deterioração. A coloração do bacalhau deve ser branca ou levemente amarelada, evitando manchas vermelhas ou pretas, que indicam possíveis contaminações ou falhas na conservação.

No caso de peixes frescos, recomenda-se observar características similares: o odor deve remeter ao mar, a superfície deve estar limpa e brilhante, as escamas firmes e aderidas, e os olhos claros e salientes. A carne deve estar firme e elástica ao toque, sem marcas visíveis ao pressionar.

Peixes congelados também representam alternativa segura, desde que armazenados corretamente. É essencial verificar se estão mantidos à temperatura adequada, de preferência a –18 °C, em embalagens intactas e bem fechadas. A presença de líquidos acumulados ou sinais de descongelamento deve levantar suspeitas. Nos pontos de venda, o consumidor deve observar a rotulagem, que deve indicar origem, peso, validade e modo de conservação, além de verificar a existência de selos de inspeção reconhecidos, como SIF, SIE ou SIM, que garantem a fiscalização sanitária durante produção e comercialização.

Por fim, preços significativamente abaixo do valor de mercado podem sinalizar irregularidades, como má conservação ou substituição de espécies. Assim, a recomendação é comprar em estabelecimentos confiáveis e atentos às certificações, além de denunciar qualquer irregularidade às autoridades sanitárias locais. Essas ações ajudam a garantir a segurança e a qualidade dos pescados consumidos durante o período festivo.


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