A estatal de tecnologia e informações da Previdência, a Dataprev, optou por transferir sua sede de Botafogo para o centro do Rio de Janeiro, ocupando atualmente quatro andares do Edifício Ventura, um dos empreendimentos mais sofisticados da região central. A assinatura do contrato, no valor aproximado de R$ 220 milhões, ocorreu neste mês, após período de avaliação e negociações.
Antes de escolher o Ventura, a companhia analisou diversas opções na área central, incluindo o Rio Office Tower, Vista Carioca, Eco Sapucaí, Torre Almirante e Edifício Visconde de Inhaúma. A decisão final foi tomada com base em critérios como valor do aluguel, localização e potencial para atração de profissionais, optando pelo edifício cujo custo mensal inicialmente calculado superava os demais imóveis. Com negociações, o valor foi ajustado para cerca de R$ 1,3 milhão, incluindo despesas de condomínio, IPTU e adaptações nas instalações.
A contratação contempla a locação de mais de 10 mil metros quadrados, além de reformas necessárias para adequar os ambientes à operação da empresa. Estima-se que aproximadamente 1.200 funcionários serão transferidos para o novo endereço quando as obras forem concluídas. Comparando preços, o Edifício Ventura apresentou um valor mensal estimado inicialmente em mais de R$ 2 milhões, mas no fechamento do contrato, o valor ficou próximo de R$ 1,3 milhão, considerando descontos e ajustes. O custo total mensal, somando despesas adicionais, pode alcançar cerca de R$ 1,8 milhão.
Segundo análise de um corretor envolvido no processo, o Rio Office Tower apresentava a melhor relação custo-benefício. No entanto, a escolha pelo Ventura foi justificada por fatores como localização estratégica e potencial de atração de talentos, com nota-se que uma análise mais detalhada de custos relacionados ao condomínio não foi efetuada em todas as simulações iniciais.
A decisão de abandonar a sede própria, que possui mais de 22 mil metros quadrados e há anos concentra as atividades administrativas da empresa no Rio, foi fundamentada em estudos técnicos, operacionais e econômicos realizados ao longo de cinco anos. Ainda sem um procedimento formal de venda iniciado, o prédio de Botafogo foi avaliado pela Caixa em cerca de R$ 115 milhões em 2019. A mudança busca otimizar recursos e ampliar a eficiência operacional da entidade.
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