agosto 3, 2026
agosto 3, 2026
03/08/2026

Deolane Bezerra removida de mega hair por motivos de segurança na prisão

Na sexta-feira (22), a advogada e influenciadora Deolane Bezerra foi transferida para a Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, onde deverá retirar o mega hair como requisito para sua permanência no presídio. A decisão está relacionada às normas de segurança da unidade, que visam evitar possíveis tentativas de fuga ou uso do cabelo para manipulação por outras detentas.

Deolane foi presa na quinta-feira (21), após ser apontada como suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e de envolvimento em esquema de lavagem de dinheiro. Ao chegar à penitenciária, ela passou por procedimentos padrão de revista, incluindo uma inspeção íntima, realizada sem resistência, segundo informações de agentes penitenciários. Ela encontra-se atualmente em um pavilhão especial, localizado na antiga área de segurança máxima da unidade, com acesso garantido à condição de advogada, conforme previsto na legislação. Sua cela individual mede aproximadamente 9 metros quadrados dentro de uma instalação com dez unidades, e ela tem recebido o tratamento padrão oferecido às demais detentas, sem privilégios.

Antes de sua transferência para Tupi Paulista, Deolane permaneceu por uma noite na Penitenciária Feminina de Santana, na zona norte de São Paulo. Segundo o Sindicato dos Policiais Penais, ela teria recebido condições especiais, incluindo visitas de autoridades da penitenciária, um chuveiro elétrico privativo e uma cama diferente das demais. Denúncias apontam ainda para restrições na fiscalização por parte dos agentes.

A Ordem dos Advogados do Brasil Seção São Paulo também acompanha o caso, destacando que a presença de advogados presos em instalações específicas é previstas na legislação. A entidade afirmou que mantém a vigilância sobre o procedimento e garantiu que a atuação da advocacia seja respeitada, reforçando que eventuais condutas irregulares são investigadas pelas suas instâncias internas, assegurando o devido processo legal.

A prisão de Deolane ocorreu no âmbito da Operação Vérnix, que também investigou Marco Willian Herbas Camacho, considerado o líder do PCC. Ela teve sua prisão preventiva confirmada pela Justiça após ser suspecta de participação na organização criminosa e de movimentações bancárias suspeitas, relacionadas a uma transportadora supostamente ligada ao grupo criminoso, usadas para lavagem de dinheiro. A defesa de Deolane alegou que ela atuava dentro do exercício regular da profissão e que sua atuação estaria relacionada a um processo judicial envolvendo um preso do PCC. O caso continua sob acompanhamento das autoridades, que monitoram possíveis desdobramentos futuros.


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