abril 25, 2026
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25/04/2026

Deputado Carlos Jordy pode ser inelegível por oito anos por acusações de abuso de poder

O deputado federal Carlos Jordy (PL) corre o risco de ficar inelegível por até oito anos devido a uma ação movida pela Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que aponta abuso de poder e uso indevido de meios de comunicação durante eleições municipais realizadas em Niterói. A solicitação foi apresentada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) após parecer elaborado pelo vice-procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa Bravo Barbosa, que analisou recurso da coligação “Por Amor a Niterói” — ligada ao prefeito Rodrigo Neves (PDT).

A ação se originou de uma investigação eleitoral iniciada por uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE). Em julgamento anterior no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), os sócios de um veículo de comunicação regional foram condenados à inelegibilidade de oito anos. Contudo, Carlos Jordy e sua vice, Alexandra Ferro, foram absolvidos na ocasião. Essa decisão foi contestada por adversários políticos, que recorreram ao TSE e à PGE, que em parecer favorável sugeriu a revisão do entendimento anterior, defendendo que todos os envolvidos deveriam ser responsabilizados.

Segundo o Ministério Público, há elementos que indicam participação direta do deputado na ação considerada irregular, incluindo a contratação de funcionários responsáveis pela distribuição gratuita de jornais contendo conteúdo negativo sobre o atual prefeito de Niterói, além de publicações antecipadas de manchetes nas redes sociais associadas ao parlamentar. A posição do MP é que Jordy não teria sido apenas beneficiário, mas ativo na realização das ações questionadas.

Caso o TSE decida acatar o parecer, a condenação implicaria na inelegibilidade de Jordy e de Alexandra Ferro por oito anos, impedindo-os de concorrerem a cargos públicos até o ano de 2032, conforme previsto na Lei Complementar nº 64/90.

A assessoria de Carlos Jordy afirmou que o parecer da PGE não reflete todas as provas existentes no processo e reforçou que o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, em decisão unânime, rejeitou recursos anteriores e absolveu o deputado, reconhecendo a ausência de participação nos fatos. A defesa também declarou confiança na Justiça Eleitoral e acredita na improcedência de possíveis novos recursos, considerando que o caso já foi devidamente avaliado nas instâncias anteriores.


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