O deputado estadual Douglas Ruas (PL) declarou sua intenção de disputar a eleição ao governo do Rio de Janeiro, condicionada à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que possa estabelecer a realização de eleições diretas para a substituição do governador. A manifestação ocorre em um contexto de instabilidade política e questionamentos judiciais sobre o cargo máximo do estado.
Após ser eleito na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) na última quinta-feira (26), e desdetido por decisão judicial poucas horas depois, Ruas manifestou respaldo à realização de eleições diretas, defendendo que a escolha do governante seja realizada pela população de forma direta. Segundo ele, a atual situação de vacância de cargos requer uma resposta democrática, embora a legislação indique a realização de uma eleição indireta, o deputado sustenta que a democracia deve prevalecer.
Ruas enfatizou que, se o STF decidir por eleições diretas, estará apto a concorrer ao mandato provisório, além de disputar as eleições gerais previstas para outubro, nas quais busca ser eleito governador oficialmente. Ele é filho do prefeito de São Gonçalo, Capitão Nelson (PL), possui formação em Direito, especialização em Gestão Pública e atua como servidor na Polícia Civil. Sua trajetória política inclui passagens pelo cargo de subsecretário de Trabalho em São Gonçalo, bem como a eleição para deputado estadual na última legislatura, com 175 mil votos, além de ter assumido a Secretaria das Cidades do governo Cláudio Castro.
A disputa pela vaga de governador do Rio de Janeiro intensificou-se nos últimos dias devido às mudanças na ocupação do cargo. Após a renúncia de Cláudio Castro, que pretendia concorrer ao Senado e foi posteriormente considerado inelegível por condenação do Tribunal Superior Eleitoral, o cargo ficou vago. Como a nomeação provisória caberia ao presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar, atual preso na Superintendência da Polícia Federal, a função está sendo exercida temporariamente pelo presidente do Tribunal de Justiça estadual, Ricardo Couto. A definição do procedimento para escolha do novo governador aguarda uma decisão do STF, que ainda será marcada.
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