agosto 12, 2026
agosto 12, 2026
12/08/2026

Deputado Thiago Rangel renuncia ao mandato após investigação por desvios na Educação

Na quarta-feira (12/08), o deputado estadual Thiago Rangel (Avante) formalizou sua renúncia ao mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, pouco mais de três meses após ser preso por suspeitas de irregularidades envolvendo contratos da Secretaria de Educação. A decisão ocorre enquanto ele responde a investigações conduzidas pela Polícia Federal.

O anúncio foi feito por meio de leitura do vice-presidente da Alerj, deputado Guilherme Delaroli (PL), durante sessão plenária. Rangel, que estava afastado desde sua prisão em 5 de maio, justificou a renúncia em carta datada de 10 de agosto, na qual afirma ter tomado a decisão de forma voluntária, irrevogável e irretratável, visando dedicar-se à sua defesa no processo judicial perante o Supremo Tribunal Federal.

Após a saída de Rangel, o deputado Wellington José (União) assume de forma definitiva a vaga na assembleia, ocupando o mandato de maneira regular. Wellington já exercia o cargo desde o afastamento do colega, sendo o primeiro suplente registrado na chapa do partido Podemos, pelo qual Rangel foi eleito em 2022 com 31.175 votos. Apesar de Rangel ter mudado de legenda para o Avante, a vaga pertence à coligação eleitoral.

A investigação sob o nome Operação Unha e Carne apura crimes de organização criminosa, peculato, fraude em licitação e lavagem de dinheiro relacionados a contratos na Secretaria de Educação estadual. Até o momento, foram cumpridos sete mandados de prisão e 23 de busca e apreensão em diferentes municípios, incluindo o Rio de Janeiro, Campos dos Goytacazes, Miracema e Bom Jesus do Itabapoana.

As apurações indicam que parte de recursos desviados teria sido encaminhada para contas associadas a uma rede de postos de combustíveis controlada pelo grupo investigado. Além disso, evidências audiovisuais obtidas pela Polícia Federal sugerem que Rangel teria exercido influência na estrutura da pasta, transmitindo orientações sobre nomeações e movimentações internas na Secretaria de Educação.

A manutenção da prisão preventiva de Rangel foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal, decisão do ministro Alexandre de Moraes tomada por unanimidade pela Primeira Turma. A investigação permanece em andamento, com desdobramentos previstos para os próximos meses.


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