Deputados estaduais do PDT, Martha Rocha e Vitor Júnior, ingressaram com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar cancelar a eleição que elegeu Douglas Ruas (PL) como presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A votação ocorreu na última sexta-feira, dia 17.
Na petição, os deputados solicitam uma nova rodada de votação, com o voto secreto, argumentando que o processo ganhou maior relevância política e institucional devido à crise sucessória no estado. Eles alegam que o momento exige maior cautela na escolha do comando da Casa, tendo em vista a possibilidade de o próximo presidente da Alerj atuar como uma espécie de governante de transição, dependendo de uma decisão do STF sobre o mecanismo de escolha do chefe do Executivo até o fim do mandato atual.
Segundo Vitor Júnior, a ação busca garantir uma eleição justa, livre de interferências, que permita aos deputados votar no procedimento mais adequado para o retorno do crescimento do estado. Martha Rocha acrescentou que a eleição para presidente da Assembleia não deveria ter acontecido antes de uma decisão definitiva do STF sobre o processo de sucessão estadual. Ela ressaltou que o entendimento é de que a votação só deve ocorrer após a definição do tribunal sobre como conduzir as eleições para governador.
A crise política no Rio aumentou após a renúncia do governador Cláudio Castro (PL) e do vice Thiago Pampolha, em meio a desdobramentos jurídicos e políticos envolvendo as lideranças estaduais. A sucessão deveria passar pelo presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União Brasil), mas sua permanência também foi interrompida quando ele perdeu o mandato.
Diante desse cenário, o STF passou a ser o órgão responsável por decidir o procedimento de escolha do novo chefe do Executivo no período restante do ano. A eleição de Douglas Ruas foi marcada por um protesto de partidos de oposição, que boicotaram a votação por discordarem do voto aberto, optando por não participar do processo eleitoral.
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