O Departamento de Estradas de Rodagem do Rio de Janeiro (DER-RJ) iniciou nesta terça-feira, 16 de junho, a ativação de novos sistemas de fiscalização eletrônica em rodovias estaduais. A via com maior concentração de equipamentos nesta fase é a RJ-106, que agora possui 28 pontos de monitoramento ao longo de seu trajeto no município de Maricá.
Além da RJ-106, outros trechos receberam equipamentos de controle, incluindo as rodovias RJ-102, RJ-114, RJ-122, RJ-124 e RJ-140. De acordo com o órgão, a implementação ocorre de forma progressiva, conforme finalizam os procedimentos técnicos necessários para cada instalação.
A maior parte dos sistemas na RJ-106 foi instalada na extensão que liga São Gonçalo a Macaé, com um total de 133 dispositivos distribuídos por 78 pontos, abrangendo sentidos opostos entre Maricá, Saquarema, Araruama, Iguaba Grande, São Pedro da Aldeia, Cabo Frio e Casimiro de Abreu. Essas unidades utilizam tecnologia OCR para leitura automática de placas de veículos 24 horas, possibilitando o envio de informações em tempo real às forças de segurança.
A escolha dos locais de instalação foi feita com base em critérios técnicos que consideraram fatores como histórico de acidentes, fluxo de tráfego, características específicas de cada trecho, circulação de pedestres, proximidade de escolas, unidades de saúde e áreas urbanas movimentadas. Também foram considerados trechos com curvas perigosas.
Apesar da modernização no monitoramento, o órgão enfrenta uma contradição grave na RJ-106: enquanto os radares estão sendo ativados para fiscalizar o trânsito, as obras de recapeamento do trecho, que começaram a ser realizadas há mais de um ano também em Maricá, encontram-se paralisadas, sem previsão de retomada. Assim, a via apresenta condições ruins, com buracos, remendos improvisados e asfalto deteriorado, apesar da instalação de tecnologia de ponta.
A via é uma das principais ligações diárias entre moradores de Maricá e a Região Metropolitana, e a ausência de obras de recuperação reforça a percepção de que o estado cobra melhorias, mas não realiza os devidos investimentos em infraestrutura básica. A administração do órgão foi questionada quanto à previsão de retomada do recapeamento, e aguarda resposta.
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