Layane Caroline Mendonça Gomes, de 24 anos, foi localizada nesta terça-feira em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, após passar cerca de um ano desaparecida. Ela foi reconhecida por uma moradora da região, que a encontrou próximo a um lava-jato, onde estaria morando atualmente. A jovem, que possui deficiência auditiva, supostamente teria iniciado relacionamento com o proprietário do estabelecimento. Pessoas que conviviam com ela no local desconheciam sua condição de desaparecida.
De acordo com informações, a ausência de contato por parte de Layane durante todo esse período pode ter sido influenciada por dificuldades de comunicação, o que dificultou sua localização. Ela era conhecida na comunidade como “Mudinha” e, por esse motivo, sua situação não foi facilmente percebida por vizinhos e conhecidos.
Layane havia desaparecido após sair de casa em São Gonçalo, com destino à casa de amigos na comunidade Vila Aliança, em Bangu. Segundo relatos, ela teria se envolvido em uma discussão e sido agredida no local, situação que ainda demanda investigação.
Após o reencontro familiar, a mãe da jovem demonstrou alívio. Ela declarou estar bastante emocionada e agradecida, reforçando a sensação de que sua filha está bem, o que trouxe esperança ao núcleo familiar.
Na semana passada, o caso ganhou destaque após images circularem nas redes sociais, supostamente mostrando Layane em uma situação de violência. As imagens, divulgadas no sábado, mostram uma jovem com as mãos amarradas e ameaçada por criminosos armados, sendo possível apenas perceber que a mulher consegue se soltar ao final. A origem, data e local das filmagens ainda não foram confirmadas pelas autoridades, que aguardam esclarecimentos.
A família de Layane reconheceu a jovem nas imagens e intensificou cobranças por investigação. Eles relataram que a jovem aparentava estar bastante magra nas gravações, o que dificultou a identificação.
A mãe compareceu à Cidade da Polícia na segunda-feira, levando o vídeo às autoridades.
Sobre o desaparecimento, a irmã de Layane conta que ela saiu de casa em São Gonçalo na tarde de um dia sem avisar a família, acompanhada de uma amiga também com deficiência. Ela levou roupas, um cartão de débito com R$20 e o celular, planejando ficar na residência de amigos até 15 de outubro.
No último dia na casa, houve uma discussão envolvendo Layane e os amigos, após eles tentarem acessar seu celular. A situação escalou para agressões, incluindo a quebra do aparelho. A família só ficou sabendo do ocorrido por meio de um parente, que foi informado por uma das jovens presentes.
Relatos indicam que traficantes também teriam invadido a residência e ameaçado os participantes, embora as motivações dessa invasão ainda não tenham sido esclarecidas. Desde então, a jovem saiu chorando e assustadas, sem mais contato ou notícias até sua localização recente.
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