junho 14, 2026
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14/06/2026

Destruição de manguezal na Lagoa de Jacarepaguá persiste após autos e embargo

Uma área de manguezal às margens da Lagoa de Jacarepaguá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, sofreu danos ambientais irregulares devido à expansão de construções de alto padrão na região da Barra da Tijuca. O episódio foi registrado na altura da Rua Senador Generoso Ponce e denunciado por moradores ao biólogo Mario Moscatelli, que confirma que a degradação vem ocorrendo desde junho de 2025.

Apesar de autuações feitas por órgãos ambientais e do embargo da obra, o trecho afetado permanece sem sinais de recuperação. Relatos indicam que a vegetação foi removida dentro da Faixa Marginal de Proteção (FMP) da lagoa, uma área protegida por lei, devido à importância na manutenção do equilíbrio do sistema lagunar local.

Especialista em ecossistemas costeiros, Moscatelli destaca que a destruição da vegetação prejudica a dinâmica natural da lagoa e aumenta fatores de risco ambiental na região. Ele explica que a FMP é crucial para garantir a estabilidade das margens, evitar alagamentos e impedir o assoreamento acelerado, funcionado como um mecanismo de proteção natural contra o excesso de água.

Imagens aéreas de dezembro de 2025 demonstram a ausência de cobertura vegetal naquela área. Segundo denúncias, a retirada do manguezal foi motivada pelo avanço de obras relacionadas a empreendimentos residenciais de luxo construídos nas proximidades da lagoa.

Apesar das ações de fiscalização, incluindo multas e o embargo das obras ao longo de 2025, moradores e ambientalistas afirmam que ainda não houve medidas eficazes de recuperação da área destruída.

Os manguezais, reconhecidos por sua importância ecológica, desempenham papel vital na filtragem da água, na proteção contra erosões, no controle de enchentes e na manutenção da biodiversidade local. Ainda, funcionam como áreas de reprodução para diversas espécies marinhas e contribuem para a absorção de carbono atmosférico.

Segundo o especialista, a perda desses ambientes pode ter efeitos duradouros na qualidade da água da lagoa da região e agravar problemas ambientais históricos de poluição e assoreamento no sistema lagunar. As ações de recuperação e fiscalização continuam em andamento, em busca de minimizar os impactos causados.


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