março 17, 2026
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17/03/2026

Direitos do idoso na internação: acompanhante garantido por lei no Brasil

A legislação brasileira assegura o direito de acompanhantes durante a internação de idosos, garantindo suporte emocional e assistência médica constante. Essa determinação é fundamental para proteger a saúde física e mental da população acima de 60 anos, reforçando a presença de um mediador qualificado durante todo o período de repouso hospitalar.

Segundo o Estatuto do Idoso, hospitais públicos e privados são obrigados a oferecer condições que permitam a permanência integral de um acompanhante. A medida busca evitar o isolamento do paciente, possibilitando auxílio nas necessidades básicas e apoio psicológico permanente. Para tanto, as instituições devem fornecer alimentação e acomodações adequadas ao acompanhante, seguindo as normas estabelecidas pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

A legislação também garante que as despesas relacionadas às condições do acompanhante sejam cobertas, seja pelo sistema público de saúde ou por planos de saúde. Os itens que devem estar disponíveis sem custos adicionais ao paciente incluem infraestrutura compatível às necessidades do acompanhante, alimentação e acomodações, entre outros aspectos essenciais para o suporte ao idoso durante a internação.

Em caso de resistência por parte do hospital à permanência do acompanhante, o paciente ou responsável pode recorrer a canais oficiais para reivindicar esse direito. Recomenda-se inicialmente um diálogo com a ouvidoria da unidade. Caso a negativa persista, pode-se registrar queixas perante a plataforma do Sistema Único de Saúde (SUS), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Ministério Público, ou a Defensoria Pública. Também é possível solicitar uma justificativa formal do hospital ou do médico responsável, especialmente em situações de desacordo.

A proibição da presença do acompanhante só pode ser justificada por laudo médico que indique riscos reais à segurança do paciente ou de terceiros. Em contextos de isolamento por doenças contagiosas, restrições temporárias podem ocorrer, mas, na ausência de justificativa, reconhecer-se-á violação à norma. Mesmo em unidades de terapia intensiva, a tendência moderna é promover a humanização do atendimento, permitindo visitas ou a permanência parcial do familiar.

Durante a internação, o acompanhante desempenha papel estratégico, facilitando a comunicação entre a equipe de saúde e o paciente, ajudando na monitoração de sintomas e prevenindo complicações, como quedas. Essa presença facilita também a administração adequada de dietas e promove maior bem-estar emocional, contribuindo para um ambiente hospitalar mais humanizado e eficiente na recuperação do idoso.


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