junho 23, 2026
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23/06/2026

Doação de sangue é essencial para tratamentos de recém-nascidos e pacientes em UTIs

A doação de sangue desempenha papel essencial no suporte a tratamentos médicos críticos, especialmente em ambientes hospitalares de alta complexidade, como UTIs neonatais e maternidades. Cada doação pode beneficiar múltiplos pacientes, pois o sangue é separado em componentes específicos — hemácias, plasma e plaquetas — utilizados de acordo com a necessidade clínica. Em recém-nascidos prematuros e crianças submetidas a cirurgias cardíacas, esses componentes são frequentemente dosados em volumes reduzidos, ajustados ao peso e às condições de cada paciente.

Segundo especialistas, recém-nascidos que passam por cirurgias cardíacas têm necessidade de transfusões frequentes durante o tratamento, sendo essa assistência vital para a recuperação. Os prematuros extremos, por sua vez, podem requerer várias transfusões ao longo da internação, devido à anemia da prematuridade e outras complicações relacionadas à imaturidade neonatal. Ressalta-se ainda que hemorragias, incompatibilidades sanguíneas, infecções graves, cirurgias complexas e distúrbios de coagulação também podem demandar transfusões em recém-nascidos.

A realização de transfusões neonatais demanda procedimentos rigorosos, incluindo o cálculo preciso do volume de sangue, utilização de hemocomponentes específicos, monitoramento constante e acompanhamento especializado. Essas práticas seguem protocolos de segurança para garantir a eficácia e a proteção do paciente.

A demanda por sangue no Brasil é permanente e depende de doações regulares, uma vez que os produtos sanguíneos não podem ser produzidos artificialmente e possuem validade limitada. Manter estoques adequados é fundamental para assegurar cirurgias, tratamentos oncológicos, atendimentos de emergência e suporte a pacientes em UTIs.

Profissionais destacam que o incentivo à doação deve ser contínuo, especialmente durante períodos tradicionais de menor volume de doadores, como feriados, férias escolares e meses mais frios. Ainda há mitos que afastam potenciais doadores, incluindo a ideia de que doar sangue prejudica a saúde ou provoca fraqueza, mas a ação é segura, realizada sob rígidos critérios de controle de qualidade.

Quem deseja contribuir deve atender a requisitos básicos: ter entre 16 e 69 anos (menores de idade precisam de autorização), pesar no mínimo 50 kg, estar em boas condições de saúde, ter dormido ao menos seis horas nas últimas 24 horas, evitar jejum e alimentos gordurosos antes da doação. Pessoas entre 60 e 69 anos podem doar se já tiverem doado anteriormente antes dos 60.

A adoção da doação de sangue é uma medida simples que pode salvar várias vidas, especialmente na rotina hospitalar de alta complexidade, enfatizam os especialistas.


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