maio 7, 2026
maio 7, 2026
07/05/2026

Ed Motta se manifesta após confusão envolvendo agressões e discriminação em restaurante do Rio

Na última sábado, um incidente envolvendo o cantor Ed Motta ocorreu em um restaurante localizado no Jardim Botânico, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A confusão resultou em alegações de agressões, ameaças e comportamentos discriminatórios por parte de alguns clientes, conforme relato dos proprietários do estabelecimento.

De acordo com Nello Garaventa e Lara Atamian, responsáveis pelo restaurante Grado, o conflito teve início após a recusa do estabelecimento em conceder uma cortesia relacionada à taxa de rolha, valor cobrado quando o cliente leva sua própria garrafa de vinho. Segundo o relato enviado à colunista Luciana Froés, o grupo presente na ocasião foi identificado como formado por Ed Motta, Diogo Coutinho do Couto — proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta — e um terceiro homem referido como primo do empresário. Os donos do restaurante apontaram que esses clientes, após a negativa da cortesia, passaram a constranger os funcionários, proferindo insultos e fazendo referências pejorativas à origem nordestina, além de insinuações de orientação sexual e vida privada. O relato afirma ainda que uma cadeira foi arremessada durante o episódio e que o tumulto envolveu outras mesas após um esbarrão atribuído a Ed Motta, que também teria protagonizado agressões físicas e atos de intimidação.

Os proprietários do estabelecimento afirmaram que esforços foram feitos pelos funcionários para evitar que o conflito evoluísse para uma situação mais grave. Ainda segundo eles, os envolvidos deixaram o restaurante antes da chegada da polícia, acompanhados por uma pessoa ligada a Diogo Coutinho do Couto, que teria feito ameaças aos presentes e sugerido estar armado.

Em resposta ao ocorrido, Ed Motta admitiu, em entrevista ao jornal O Globo, ter perdido o controle durante a discussão. Ele negou, porém, ter arremessado uma cadeira contra algum funcionário, alegando que — mesmo tendo jogado a cadeira no chão — não teria dirigido ações agressivas contra alguém do restaurante. O cantor afirmou que câmeras de segurança podem comprovar sua versão, enquanto imagens de registros internos do estabelecimento, que circulam nas redes sociais, mostram sua figura arremessando uma cadeira durante o episódio.

Motta relatou ainda que deixou o local antes do tumulto se espalhar para outras mesas, e que seus amigos tentaram se desculpar após sua saída. Ele relacionou sua reação à cobrança da taxa de rolha, alegando que sempre foi cliente do restaurante e nunca havia sido cobrado anteriormente. O artista também citou supostas ofensas de outros clientes após sua partida, incluindo manifestações de caráter homofóbico e xenofóbico.

Atualmente, o caso está sob investigação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, que busca esclarecer os detalhes do incidente. O desdobramento do processo e eventuais providências dependem de apurações policiais.


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