maio 7, 2026
maio 7, 2026
07/05/2026

Eduardo Paes enfrenta críticas por licenças ambientais e projetos de destruição patrimonial

O atual prefeito do Rio de Janeiro tem sido alvo de críticas relacionadas à sua gestão de projetos urbanísticos e ambientais, com preocupação sobre os impactos dessas ações. Nos seus mandatos recentes, ele autorizou obras que resultaram na destruição de patrimônios históricos e na retirada de grande quantidade de árvores, medidas que geraram resistência de moradores e ambientalistas.

Durante seus primeiros anos de gestão, foram demolidos o antigo prédio da Brahma na região do Catumbi e realizadas construções de alto porte no projeto Porto Maravilha, incluindo edificações de até cinquenta andares que comprometem áreas remanescentes da atividade portuária e alteram a paisagem local. Essas intervenções estão associadas a uma criação de barreiras visuais, como a estrutura erguida na região da Curilândia, que obscurece pontos turísticos e históricos, incluindo o Morro do Pinto e a Capela de Nossa Senhora de Montserrat.

Na esfera ambiental, houve um aumento expressivo na remoção de árvores em terrenos privados para novos empreendimentos. Dados indicam que entre 2021 e 2025, essa prática cresceu cerca de 151%, passando de aproximadamente cinco mil árvores para mais de treze mil. Apesar da obrigatoriedade de compensação com o plantio de mudas, há dificuldades no monitoramento do cumprimento dessas medidas, agravando o deficit de áreas verdes na cidade, especialmente nas zonas Norte e Oeste, que já enfrentam problemas com altas temperaturas.

Há também exemplos de autorizações de corte de árvores com questionável regularidade. Um deles aconteceu no terreno do antigo Colégio Metodista Bennet, tombado pelo município, onde foi permitido o corte de 71 árvores frondosas, mesmo após o imóvel e suas estruturas terem sido protegidos formalmente. Clamores de moradores se intensificaram após as permissões serem concedidas, resultando em protestos nas proximidades do local.

Outros projetos polêmicos envolvem modificações em parques tombados, como o Jardim de Alah, que sofreu alterações para acomodar construções comerciais, e o corte de árvores no topo do Pão de Açúcar, devido à construção de uma tirolesa, o que gerou decisão judicial de paralisação, ainda que parcialmente a intervenção já tenha causado danos à estrutura do monumento. Ainda há planos para a construção de um prédio de alto padrão no Buraco do Lume, que engoliria uma área de uso público, levando a uma decisão judicial de suspensão temporária, mas que ainda pode ser revogada.

Por ora, a oposição de direita demonstra pouco interesse em explorar essas questões ambientais, focando suas estratégias em outros temas. Ressaltam-se, assim, os riscos de futuras reações mais severas às ações que comprometem o patrimônio e o meio ambiente, alertando para possíveis repercussões que possam afetar a administração e seus planos de poder.


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