A Embaixada do Irã na Tunísia divulgou um vídeo elaborado com inteligência artificial que retrata uma simulação de confronto entre o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e a Estátua da Liberdade, em Nova York. A peça faz parte de uma estratégia de comunicação digital que emprega memes e imagens geradas por IA para reforçar mensagens políticas no contexto do conflito envolvendo o Irã e os Estados Unidos.
Na animação, a Estátua da Liberdade surge avançando na direção do monumento brasileiro, levando a uma troca de confrontos entre as representações. Ao final, o Cristo Redentor aparece como vencedor e retoma sua posição, de braços abertos. A legenda acompanha a publicação, afirmando que a animação simboliza a “vitória da fé sobre o imperialismo”. Ainda não há clareza sobre o motivo pelo qual o perfil iraniano escolheu o Cristo Redentor para sua mensagem de propaganda, sendo esse um dos principais ícones culturais e turísticos do Brasil.
O uso de memes como ferramenta de comunicação digital acompanha uma tendência mais ampla, na qual entidades iranianas têm utilizado vídeos, montagens e ilustrações para denegrir adversários e moldar narrativas em redes sociais. Por sua vez, perfis oficiais dos Estados Unidos também recorrem a conteúdos produzidos por inteligência artificial, frequentemente com tom épico ou provocativo, para impactar audiências variadas.
Especialistas destacam que esse tipo de campanha busca influenciar diferentes públicos simultaneamente: fortalecer suas próprias bases, obter apoio em outros países e enfraquecer a moral do adversário. O vídeo envolvendo os monumentos também ocorreu em um momento de discussões nos EUA sobre possíveis tarifas adicionais de 25% sobre produtos brasileiros, embora não haja uma relação direta confirmada entre o conteúdo da divulgação e questões comerciais.
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