julho 15, 2026
julho 15, 2026
15/07/2026

Equipe realiza limpeza na Lagoa de Araçatiba após aumento do mau cheiro e aplicação de bioinsumos

Equipes do projeto Lagoa Viva e Serviços de Obras de Maricá realizaram ações de limpeza na Lagoa de Araçatiba nesta terça-feira, após denúncias de moradores sobre mau cheiro e condição da água no local. A intervenção incluiu a aplicação de bioinsumos e a retirada de vegetação e matéria orgânica que se acumulavam nas margens da lagoa.

Durante os trabalhos, especialistas explicaram que a vegetação observada foi resultado da ação dos bioinsumos, que provocaram o desprendimento de plantas aquáticas invasoras do fundo do corpo d’água. Com o vento, esses materiais foram levados até a margem, acumulando-se e iniciando a decomposição, o que ocasionou o odor desagradável apontado pelos moradores.

De acordo com uma bióloga envolvida no projeto, embora a lagoa permaneça visivelmente limpa e seja possível observar seu espelho d’água ao centro, o acúmulo de material orgânico nas margens amplia o mau cheiro e melhora a percepção negativa sobre o estado da lagoa. Ela ressaltou que a decomposição do material, aliado ao lançamento irregular de esgoto na região, contribui para o problema.

A profissional também afirmou que, apesar das ações de recuperação, o lançamento irregular de esgoto continua afetando a qualidade do ambiente. Essa questão, histórica na cidade, ocorre tanto por vazamentos diretos quanto por rios, canais e redes de drenagem utilizados de forma inadequada, dificultando a melhora do sistema lagunar.

A equipe do Lagoa Viva destacou ainda que realiza análises mensais da qualidade da água, verificando um aumento na oxigenação do corpo hídrico, indicando melhorias na saúde da lagoa desde o início dos procedimentos de remediação. Essa melhora é atribuída às ações de aplicação de bioinsumos, que promovem a degradação natural de resíduos orgânicos.

O projeto, conduzido pela Companhia de Desenvolvimento de Maricá em parceria com a Universidade Federal Fluminense, tem como foco a recuperação ambiental por meio de técnicas de biorremediação. Desde 2021, microrganismos produzidos em laboratório são utilizados para estimular a degradação de matéria orgânica, contribuindo para o equilíbrio ecológico dos corpos d’água afetados.

Apesar do avanço nas ações ambientais, a necessidade de combater as ligações clandestinas de esgoto persiste. A continuidade dessas medidas, incluindo fiscalização, ampliação do saneamento básico e controle de resíduos, é essencial para uma recuperação definitiva da lagoa. O município continua acompanhando o andamento dos trabalhos e avaliará o impacto das intervenções realizadas na região.


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