março 16, 2026
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16/03/2026

Erros na construção que elevam a temperatura interna de residências no Brasil

A eficiência térmica de uma residência depende de diversas escolhas feitas durante o processo de construção. Pequenos equívocos na fase de planejamento ou execução podem resultar em ambientes significativamente mais quentes, especialmente em regiões de clima mais quente.

Entre os fatores que contribuem para o aumento da temperatura interna, estão o posicionamento inadequado da casa em relação ao sol, a ausência de elementos de sombreamento, o uso excessivo de vidros sem tratamento térmico, telhados mal ventilados ou com materiais inadequados, além da falta de vegetação ou áreas sombreadas externas. Ainda, paredes sem isolamento térmico e uma má disposição das aberturas favorecem a retenção de calor, agravando o conforto dos moradores.

A orientação do imóvel perante a trajetória solar é fundamental para evitar o aquecimento excessivo. Quando não se realiza uma análise detalhada do terreno, quartos e salas podem ficar expostos às fachadas que recebem maior incidência solar, aumentando a temperatura interna. Por outro lado, o estudo adequado do percurso do sol possibilita a instalação de janelas, varandas e áreas de proteção em pontos estratégicos, contribuindo para o uso eficiente da luz natural sem elevar o calor.

Outro aspecto importante diz respeito às janelas. Grandes vãos sem proteção solar permitem a entrada direta dos raios solares, que aquecem pisos, paredes e mobiliário. O uso de vidros com controle térmico, como os refletivos, aliados a elementos de sombreamento, como brises horizontais ou verticais, é uma estratégia eficaz para minimizar esse efeito.

O telhado também desempenha papel decisivo na temperatura da residência. Telhas escuras e sem ventilação adequada absorvem maior quantidade de calor, transmitindo-o aos ambientes internos. Para diminuir esse impacto, recomenda-se optar por telhas claras, que absorvem menos radiação, além de prever espaços de ventilação no beiral e, sempre que possível, instalar mantas térmicas sob as telhas.

A circulação de ar, por sua vez, é fundamental para melhorar o conforto térmico. A ventilação cruzada, que permite a entrada e saída de ar por aberturas opostas,Renova o ambiente e reduz a sensação de abafamento. Ambientes com apenas uma fachada com janelas tendem a reter o calor, especialmente à noite, dificultando o resfriamento natural.

A vegetação desempenha papel estratégico na regulação da temperatura externa. Áreas impermeáveis, como calçadas e garagens de cimento, refletem calor e aumentam a temperatura do entorno. A presença de árvores, jardins e treliças com plantas ajuda a criar um microclima mais frio e confortável, reduzindo o calor refletido nas fachadas e janelas.

Por fim, as paredes expostas ao sol acumulam calor facilmente. Sem revestimentos claros, isolamento ou elementos de sombra, esse calor é transmitido para o interior principalmente ao fim do dia. Adotar medidas simples, como pintura de cores claras, utilização de materiais refletivos e implementação de jardins verticais ou muros sombreados, pode significativamente melhorar o desempenho térmico da residência.

Planejar o conforto térmico desde o início do projeto é imprescindível. Quando esse aspecto é considerado na fase de concepção, possibilita-se a construção de ambientes mais agradáveis, econômicos e menos dependentes de sistemas de climatização artificial, promovendo soluções sustentáveis e eficientes.


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