abril 28, 2026
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28/04/2026

Estudo da UnB sugere ômega-3 DHA como potencial complemento ao tratamento do câncer de ovário

Pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) identificaram, em estudos iniciais, que o ômega-3 do tipo DHA possui potencial para auxiliar no combate ao câncer de ovário, ao promover a morte das células tumorais. Os resultados foram obtidos em experimentos laboratoriais conduzidos no Laboratório de Imunologia e Inflamação, ligado ao Departamento de Biologia Celular do Instituto de Biologia da instituição.

Nos testes realizados até o momento, houve a observação de que o DHA consegue induzir um tipo de morte celular inflamatória chamada piroptose, que provoca a ruptura da membrana das células do tumor e estimula a resposta do sistema imunológico. A substância se mostrou capaz de eliminar células cancerígenas sem causar efeitos relevantes às células saudáveis, de acordo com os resultados preliminares.

Apesar do avanço, os cientistas ressaltam que as conclusões atuais ainda se limitam ao ambiente de laboratório e que o estudo precisa progredir para testes em modelos animais e, posteriormente, em seres humanos. Caso os resultados sejam confirmados nas próximas etapas, há possibilidades de o ômega-3 DHA atuar como um complemento às terapias convencionais, como a quimioterapia.

A coordenadora do laboratório, Kelly Grace, esclarece que o objetivo não é substituir os tratamentos atuais, mas oferecer uma alternativa que possa atuar de forma auxiliar. Ela destaca que, após aproximadamente uma década de estudos sobre a relação entre alimentação e câncer, os resultados tenham sido considerados promissores pela equipe, especialmente por se tratar de um suplemento de fácil acesso à população.

O pesquisador responsável pelo estudo é o imunologista Gabriel Pasquarelli, que também é o autor principal do artigo científico. O DHA pode ser obtido por meio do consumo de alimentos como peixes de águas frias, sardinha, atum e salmão, além de estar presente em óleos, sementes oleaginosas e suplementos nutricionais.

Atualmente, a investigação está na fase pré-clínica, com testes realizados em modelos animais. O próximo passo envolve a realização de estudos em humanos, o que depende de obtenção de financiamento específico. Kelly Grace esclarece que a equipe busca parceiros que possam contribuir para essa etapa, na esperança de avançar para testes clínicos e verificar a eficácia do DHA durante tratamentos de quimioterapia para câncer de ovário.


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