outubro 22, 2026
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22/10/2026

Estudo do IBGE destaca aumento em áreas protegidas na Caatinga e RJ e seu papel na conservação

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um estudo experimental que combina informações sobre a extensão e o estado de áreas protegidas, utilizando a metodologia das Contas Econômicas Ambientais aplicada às Unidades de Conservação (UCs). O objetivo é avaliar não apenas a condição dessas áreas, mas também sua contribuição para a sociedade por meio de serviços ecossistêmicos culturais e científicos.

A pesquisa abordou dois territórios: o estado do Rio de Janeiro e o Bioma Caatinga. Os dados foram analisados nos anos de 2000, 2010 e 2020, seguindo a metodologia internacional do System of Environmental-Economic Accounting – Ecosystem Accounting (SEEA EA), desenvolvida pela divisão de estatísticas das Nações Unidas. Essa abordagem sistematiza informações sobre ecossistemas e sua interação com a sociedade e a economia.

Entre 2000 e 2020, a área de proteção por unidades de conservação no Rio de Janeiro, considerando os níveis federal, estadual e municipal, aumentou mais que o dobro, passando de aproximadamente 4.957 km² para mais de 12.300 km². Em 2020, essa extensão foi dividida quase igualmente entre áreas naturais (6.139 km²) e áreas antropizadas (6.193 km²). No Bioma Caatinga, a extensão também cresceu, passando de cerca de 48.359 km² a 75.250 km² no mesmo período, sendo a maior parte composta por áreas naturais.

O estudo também avaliou a condição dessas unidades, indicando a presença significativa de vegetação nativa, principalmente na Floresta Ombrófila Densa no Rio de Janeiro, e na Savana-estépica na Caatinga. Observou-se uma redução do desmatamento entre 2011 e 2020, tanto dentro quanto fora das áreas protegidas.

Além disso, o estudo destaca o papel das UCs na produção de conhecimento científico. No Rio de Janeiro, essas áreas concentravam mais da metade dos registros de espécies em 2020, contra cerca de 36% em 2000. Na Caatinga, ainda que ocupando menos de 10% do bioma, as UCs concentraram aproximadamente um quarto dos registros de espécies nos anos analisados.

De acordo com o levantamento, a produção de informações científicas relacionadas à biodiversidade é considerada um serviço ecossistêmico importante. As Unidades de Conservação continuam a desempenhar papel fundamental na preservação de espécies, na conservação ambiental e na geração de conhecimento técnico-científico sobre esses ecossistemas. A situação atual sugere que a expansão e manutenção dessas áreas permanecem essenciais para o desenvolvimento de ações de conservação futuras.


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