junho 14, 2026
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14/06/2026

Estudo revela 21 espécies de mamíferos na região de Realengo, no Parque Pedra Branca

Um estudo pioneiro realizado na região de Realengo, no núcleo Piraquara do Parque Estadual da Pedra Branca, revelou a presença de 21 espécies de mamíferos não voadores. A pesquisa, conduzida ao longo de três anos pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), fornece novos dados sobre a biodiversidade em uma das maiores áreas de conservação do Rio de Janeiro.

O Parque, que cobre mais de 14 mil hectares e engloba 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste, é conhecido por sua variedade vegetal. A investigação ampliou o entendimento sobre a fauna local, identificando espécies consideradas raras ou ameaçadas de extinção. Entre os registros, estão o gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus) e a paca (Cuniculus paca), ambas listadas como vulneráveis na classificação estadual. Também foram detectadas pela primeira vez na área as espécies tapiti (Sylvilagus brasiliensis), cachorro-do-mato (Cerdocyon thous), cutia (Dasyprocta leporina) e furão-pequeno (Galictis cuja).

A região, anteriormente afetada por incêndios e desmatamento, apresenta sinais de recuperação natural da fauna silvestre. Os registros foram feitos com o uso de câmeras escondidas instaladas na Trilha Transcarioca, que passam pelo parque. Essas câmeras foram doadas pela empresa Alpha Group e possibilitam o monitoramento discreto dos animais.

Cabe destacar que o gato-do-mato-pequeno é o menor felino selvagem do Brasil, com hábitos noturnos, comportamento solitário e uma dieta que inclui roedores, aves, lagartos e anfíbios. Sua expectativa de vida na natureza pode atingir até 15 anos.

Atualmente, o monitoramento continua sob a coordenação do pesquisador e voluntário da Trilha Transcarioca, Diego Monsores, em parceria com os guardas-parque do Inea. As ações visam fortalecer os esforços de conservação e aprofundar o conhecimento sobre a biodiversidade na região.


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