Um estudo inédito realizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, com apoio das Secretarias Municipais de Cultura e de Desenvolvimento Econômico, além da Riotur e da Firjan, revela que o setor criativo na cidade movimentou aproximadamente R$ 41 bilhões em 2025. Este valor corresponde a 8% do Produto Interno Bruto do município, destacando a importância econômica dessa atividade para a cidade.
A pesquisa aponta que o Rio ocupa a segunda posição entre as capitais brasileiras em número de empresas do setor, ficando atrás apenas de São Paulo. Em 2023, o município tinha 5.245 empresas criativas, responsáveis por quase 100 mil empregos diretos. A massa salarial gerada por esses trabalhadores alcançou cerca de R$ 1,3 bilhão, representando aproximadamente 10,7% do total de rendimentos formais do município.
Dados do levantamento indicam que as empresas criativas no Rio correspondem a 62,5% do total do estado e representam 5% do número de empresas do país. Quanto ao mercado de trabalho, a cidade concentra 7,9% dos empregos do segmento no Brasil e detém quase 75% do total estadual nesse setor.
Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a economia criativa é parte integrante da identidade do carioca e tem se consolidado como um motor de desenvolvimento para o município. Para ele, a atividade combina inovação, cultura, tecnologia e empreendedorismo, atraindo investimentos, turistas, talentos e organizando eventos de grande porte.
O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, reforça a relevância do setor ao destacar sua contribuição para a imagem do Brasil, ressaltando a criatividade, a cultura e o patrimônio locais como fatores essenciais na formação do soft power da cidade e do país.
As regiões administrativas com maior concentração de profissionais em empresas criativas incluem Centro, Barra da Tijuca, Zona Portuária, Botafogo e Jacarepaguá. Já as áreas mais especializadas no segmento estão na Zona Portuária, Ilha do Governador, Lagoa, Ramos e Barra. O revitalizado Porto Maravalley, na Zona Portuária, é destacado por seu papel na transformação da região em polo de inovação e empreendedorismo, resultado de um projeto de revitalização recente.
Entre 2022 e 2023, os segmentos de Cultura e Tecnologia lideraram o crescimento do setor, crescendo 11,4% e 7,5%, respectivamente. O estudo aponta ainda que há cerca de 98 mil microempreendedores individuais (MEIs) ligados à economia criativa na cidade, o que representa 5,7% do total no Brasil e mais da metade do total estadual.
A cultura, segundo o secretário Lucas Padilha, é estratégica para a valorização da identidade carioca e para a geração de oportunidades de ocupação e movimentação econômica. Programas como o Reviver Cultural, a Semana de Artes do Rio e diversos editais reforçam o empenho de ampliar o acesso cultural e revitalizar áreas centrais como o Centro.
Dados de 2020 a 2025 mostram que a arrecadação de ISS referente às atividades criativas cresceu expressivos 74,3%, passando de R$ 572 milhões para quase R$ 1 bilhão, reforçando o papel do setor na arrecadação municipal.
Especialistas destacam ainda que a economia criativa está cada vez mais integrada ao planejamento urbano, contribuindo para a revitalização de polos específicos e para a atração de investimentos. A região do Porto Maravilha exemplifica essa estratégia de reorganização e fortalecimento de setores culturais e inovadores na cidade.
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