maio 29, 2026
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29/05/2026

Estudo revela que setor criativo do Rio movimentou R$ 41 bi em 2025

Com mais de 200 obras vendidas, ArtRio confirma força da arte brasileira no mercado global

Um estudo inédito realizado pela Prefeitura do Rio de Janeiro, com apoio das Secretarias Municipais de Cultura e de Desenvolvimento Econômico, além da Riotur e da Firjan, revela que o setor criativo na cidade movimentou aproximadamente R$ 41 bilhões em 2025. Este valor corresponde a 8% do Produto Interno Bruto do município, destacando a importância econômica dessa atividade para a cidade.

A pesquisa aponta que o Rio ocupa a segunda posição entre as capitais brasileiras em número de empresas do setor, ficando atrás apenas de São Paulo. Em 2023, o município tinha 5.245 empresas criativas, responsáveis por quase 100 mil empregos diretos. A massa salarial gerada por esses trabalhadores alcançou cerca de R$ 1,3 bilhão, representando aproximadamente 10,7% do total de rendimentos formais do município.

Dados do levantamento indicam que as empresas criativas no Rio correspondem a 62,5% do total do estado e representam 5% do número de empresas do país. Quanto ao mercado de trabalho, a cidade concentra 7,9% dos empregos do segmento no Brasil e detém quase 75% do total estadual nesse setor.

Segundo o prefeito Eduardo Cavaliere, a economia criativa é parte integrante da identidade do carioca e tem se consolidado como um motor de desenvolvimento para o município. Para ele, a atividade combina inovação, cultura, tecnologia e empreendedorismo, atraindo investimentos, turistas, talentos e organizando eventos de grande porte.

O presidente da Firjan, Luiz Césio Caetano, reforça a relevância do setor ao destacar sua contribuição para a imagem do Brasil, ressaltando a criatividade, a cultura e o patrimônio locais como fatores essenciais na formação do soft power da cidade e do país.

As regiões administrativas com maior concentração de profissionais em empresas criativas incluem Centro, Barra da Tijuca, Zona Portuária, Botafogo e Jacarepaguá. Já as áreas mais especializadas no segmento estão na Zona Portuária, Ilha do Governador, Lagoa, Ramos e Barra. O revitalizado Porto Maravalley, na Zona Portuária, é destacado por seu papel na transformação da região em polo de inovação e empreendedorismo, resultado de um projeto de revitalização recente.

Entre 2022 e 2023, os segmentos de Cultura e Tecnologia lideraram o crescimento do setor, crescendo 11,4% e 7,5%, respectivamente. O estudo aponta ainda que há cerca de 98 mil microempreendedores individuais (MEIs) ligados à economia criativa na cidade, o que representa 5,7% do total no Brasil e mais da metade do total estadual.

A cultura, segundo o secretário Lucas Padilha, é estratégica para a valorização da identidade carioca e para a geração de oportunidades de ocupação e movimentação econômica. Programas como o Reviver Cultural, a Semana de Artes do Rio e diversos editais reforçam o empenho de ampliar o acesso cultural e revitalizar áreas centrais como o Centro.

Dados de 2020 a 2025 mostram que a arrecadação de ISS referente às atividades criativas cresceu expressivos 74,3%, passando de R$ 572 milhões para quase R$ 1 bilhão, reforçando o papel do setor na arrecadação municipal.

Especialistas destacam ainda que a economia criativa está cada vez mais integrada ao planejamento urbano, contribuindo para a revitalização de polos específicos e para a atração de investimentos. A região do Porto Maravilha exemplifica essa estratégia de reorganização e fortalecimento de setores culturais e inovadores na cidade.


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