Niterói abriu nesta segunda-feira (22) a mostra cultural intitulada “Òná — O Caminho da Arte que Nos Atravessam”, resultado de uma parceria inédita entre a Subsecretaria de Promoção da Igualdade Racial (SUPIR), a Secretaria Municipal de Direitos Humanos e o Consulado Geral de Angola no Brasil. A exposição, que evidencia a ancestralidade africana, permanecerá aberta ao público até o dia 10 de julho, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h40.
A denominação “Òná”, originária da língua iorubá e que significa “caminho”, simboliza a intenção de reaproximar Brasil e Angola por meio da cultura e da arte. O projeto busca fortalecer as conexões históricas e culturais entre os dois países, destacando que uma parcela significativa dos africanos trazidos ao Brasil tinha origem em regiões angolanas, representando 40% do total.
Segundo o Secretário de Direitos Humanos, a exposição também possui um caráter de resistência cultural, ao desafiar a percepção de separação entre o Brasil e a África. Ele comenta que as diferenças construídas entre os continentes foram impostas e que iniciativas como essa ajudam a desconstruir essa narrativa, reforçando o papel de Niterói na promoção da cultura e dos direitos.
Este projeto marca a primeira parceria do gênero entre órgãos municipais de Niterói e o Consulado Geral de Angola. Além de promover ações voltadas à valorização da história afro-brasileira, a mostra integra esforços dedicados ao combate ao racismo estrutural e à promoção da igualdade racial na cidade.
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