A partir desta terça-feira (30), o Centro Cultural do Ministério da Saúde, localizado na Praça Marechal Âncora, no Corredor Cultural do Rio de Janeiro, abre ao público uma nova exposição intitulada “Vida Reinventada — A Pandemia de Covid-19 e a Transformação do Futuro”. A mostra, de acesso gratuito, ficará disponível até abril de 2027, funcionando de terça a sábado, das 10h às 17h, com possibilidade de visitas agendadas por telefone. A iniciativa conta com recursos de acessibilidade e equipes de educadores qualificados em Libras e inglês.
A exposição foi idealizada pela ex-ministra Nísia Trindade e apresenta uma combinação de documentos, relatos, vídeos, instalações e testemunhos de cientistas envolvidos na curadoria. Sua proposta é proporcionar uma reflexão sobre o período de crise, ao mesmo tempo em que transmite uma mensagem de otimismo para o futuro, pautada na necessidade de evitar a repetição dos erros passados. A cenografia é assinada por André Cortês, renomado cenógrafo brasileiro, que ressalta a criatividade coletiva que emergiu durante a pandemia como resposta às dificuldades enfrentadas.
A mostra é uma homenagem às vítimas da Covid-19, aos profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) que atuaram na linha de frente, às ações de ciência e às mulheres envolvidas no combate à crise sanitária. Além de rememorar o passado, ela busca reforçar a importância de aprender com esse momento para evitar novas pandemias, promovendo uma compreensão coletiva e sensorial do período através de experiências documentais.
Segundo Nísia Trindade, pioneira na condução de políticas públicas de saúde e atual ministra, “redefinir a vida significa também transformar o futuro”. A ex-ministra destaca a importância de entender a dimensão política de todo o processo e de fortalecer a preparação para emergências de saúde coletiva.
Complementando a mostra, três ações acontecerão em paralelo em diferentes locais do Rio de Janeiro e em Niterói. Uma delas inclui rodas de leitura realizadas em parceria com a Fundação Biblioteca Nacional, previstas para julho, agosto e setembro, abordando registros históricos de crises sanitárias e reflexões artísticas. Também está programado um ciclo de seminários presenciais e transmitidos online, em parceria com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), dedicado aos impactos sociais e científicos da pandemia. Além disso, entre os dias 5 e 9 de agosto, será exibida uma mostra de filmes no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM-Rio), reunindo documentários e curtas que exploram diferentes perspectivas sobre os efeitos sociais e humanos da doença, com sessões que contarão também com debates.
Dessa forma, o projeto visa ampliar o diálogo entre ciência, cultura e memória, contribuindo para uma compreensão aprofundada do período pandêmico e suas implicações futuras.
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