junho 24, 2026
junho 24, 2026
24/06/2026

Exposição no MAC Niterói explora espiritualidade, natureza e memória em obras de artistas contemporâneos

O MAC Niterói apresenta a exposição coletiva “Mistério das Coisas Vivas”, aberta até 23 de agosto de 2026, no Mezanino do museu. A mostra reúne obras de seis artistas que exploram temas relacionados à espiritualidade, natureza, memória, ancestralidade e imaginação, propondo uma reflexão sobre esses universos por meio de diferentes linguagens artísticas.

A iniciativa faz parte de residências promovidas pelo Instituto MECA, realizadas entre o final de 2025 e o primeiro semestre de 2026, que inspiraram os trabalhos expostos. O projeto busca estabelecer conexões entre práticas poéticas e experiências coletivas de transformação, integrando elementos do corpo, do símbolo e do espaço. As obras, produzidas em pintura, escultura, instalação e desenho, convidam o público a explorar a relação entre o visível e o invisível, além de promover uma ponte entre oritmo e o sagrado.

A montagem visa proporcionar uma experiência sensorial que incentive o público a refletir sobre as próprias percepções num momento de fragmentação das experiências sociais. A mostra propõe uma pausa na rotina acelerada, estimulando a escuta, a presença e a imaginação compartilhada através da arte, considerada um espaço de elaboração crítica e de reinvenção de formas de convivência e entendimento de mundo.

O Instituto MECA, situado na Ilha da Conceição, foi criado pelo Grupo Mac Laren para transformar um espaço industrial em uma plataforma de pesquisa, formação e diálogo com o território, estimulando processos artísticos de residências e programas educativos. A organização busca ampliar o acesso à arte contemporânea, promovendo encontros entre artistas, comunidades e instituições culturais.

A curadoria conta com textos de Catarina Duncan, além de contribuições de Danniel Tostes e Bianca Bernardo. Participam também folks ligados ao Programa de Residência do Instituto, que aprofundam as investigações acerca da espiritualidade e das diversas percepções do sagrado presentes na mostra.

Os artistas convidados representam diferentes origens e fontes de inspiração. Ana V. Lopes, artista visual e curadora, investiga a relação entre barro, terra e corpo, com obras que exploram processos de queima e aglutinação orgânica. Anna Livia Monahan, com formação em pintura, cria narrativas que dialogam entre a ordem humana e o caos natural, usando técnicas como a combinação de pintura e escultura. Yaka Huni Kuin, indígena e integrante do movimento dos artistas Huni Kuin, utiliza a pintura para comunicar mitos e cantos de sua cultura, também atuando na preservação de tradições por meio de iniciativas comunitárias.

Julia Gallo trabalha com desenhos e instalações, criando figuras ficcionais que expressam emoções e estados de espírito. Mayra Carvalho, por sua vez, aborda a força dos rios e seus rituais, refletindo sobre memórias e conhecimentos ancestrais. Caio Pacela, com foco na espiritualidade, utiliza a pintura para explorar a relação entre fé, identidade e experiência pessoal, participando de exposições recentes e coleções públicas.

A mostra está disponível para visita de terça a domingo, das 10h às 18h, com entrada permitida até 17h30. Os ingressos custam R$ 16 a inteira e R$ 8 a meia-entrada, destinada a maiores de 60 anos, estudantes de escolas particulares e beneficiários do ID Jovem. A entrada é gratuita às quartas-feiras, com venda exclusivamente presencial, em pagamento em dinheiro.


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