junho 8, 2026
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08/06/2026

Exposição no MAC Niterói traz obras indígenas e relembra histórias da Baía de Guanabara

O Museu de Arte Contemporânea de Niterói (MAC Niterói) inaugura, nesta sexta-feira, a exposição “Ohpeko Dihtara – Travessias da Guanabara”, que permanece aberta ao público até 23 de agosto. A mostra apresenta um conjunto de 35 obras criadas por oito artistas indígenas representantes de sete diferentes povos originários de várias regiões do Brasil.

A coleção inclui trabalhos em diversas mídias, como pintura, vídeo, instalações e têxtil, com algumas peças produzidas especialmente para a exposição. A iniciativa busca promover uma reflexão sobre a história da Baía de Guanabara a partir de perspectivas indígenas, distanciando-se das narrativas tradicionais coloniais.

A curadoria é conduzida por Denilson Baniwa e Priscila Danny, com participação da criadora Daiara Tukano, que também foi responsável pela concepção geral do projeto. Estão em exibição obras de Daiara Tukano, Denilson Baniwa, Gustavo Caboco, Naine Terena, Kaya Agari, Yaka Huni Kuin, Rita Huni Kuin, além do coletivo Mahku e de Renata Tupinambá, da Aratykyra.

A mostra faz parte do projeto “Encontro com Arariboia”, lançado em março de 2026, com o objetivo de destacar a história e a presença dos povos indígenas na cidade de Niterói. Fundada pelo cacique Arariboia, figura central na memória local, a cidade possui raízes indígenas que o projeto busca evidenciar.

A proposta da exposição é revisitar a história da região emprestando vozes às cosmologias, memórias e visões indígenas, valorizando suas travessias, territórios e cosmogonias. O nome “Ohpeko Dihtara” refere-se a um conceito tukano que significa “lago de leite”, considerado o berço da humanidade na tradição dessa cultura. Toda a comunicação visual da mostra é bilíngue, em português e nheengatu.

A realização é fruto de uma parceria entre a Prefeitura de Niterói, através da Secretaria Municipal das Culturas, o MAC Niterói, a Fundação Casa de Rui Barbosa e o projeto “Encontro com Arariboia”. A iniciativa conta com patrocínio da Petrobras, obtido por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura.

A exposição permanece de 13 de junho a 23 de agosto de 2026, com entrada gratuita e classificação livre. O museu funciona de terça-feira a domingo, das 10h às 17h30.


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