Uma exposição que reúne uma coleção de mais de 120 peças do acervo do Museu Nacional da China chega ao Rio de Janeiro nesta semana. A partir de 27 de junho, o Museu Histórico Nacional, localizado no centro da cidade, passa a exibir a mostra “Sabores da Tradição: história da alimentação na China antiga”, que apresenta itens raramente visíveis fora do país asiático.
O destaque da exposição é uma tigela de ouro decorada com três gansos selvagens e elementos florais, atribuída aos períodos das dinastias Liao e Yuan. Considerada uma das peças mais valiosas do conjunto, ela faz parte de um conjunto que traça a evolução dos costumes alimentares, dos rituais e das conexões sociais na cultura chinesa ao longo de milhares de anos.
A mostra abrange um período que vai das primeiras sociedades agrícolas da China até o encerramento da dinastia Qing, em 1911. Os visitantes podem apreciar objetos feitos em materiais variados, como bronze, porcelana, jade, prata e ouro, ilustrando a relação entre alimentação, organização política, religião e cultura ao longo da história chinesa.
Outro segmento importante apresenta vasos rituais de bronze utilizados há mais de três mil anos, durante as dinastias Shang e Zhou. Esses itens tiveram funções cerimoniais e simbolizavam status e poder social na época.
A exposição também dedica espaço à tradição do chá, elemento central na cultura chinesa. Entre as peças estão porcelanas da dinastia Qing, recipientes de barro zisha da região de Yixing, reconhecida mundialmente por sua produção de utensílios para a preparação da bebida.
A iniciativa faz parte das celebrações do Ano Cultural Brasil-China 2026 e reforça o intercâmbio cultural entre os dois países. Antes do Rio, a exposição passou pelo Museu de Etnografia de Budapeste, na Hungria, em 2024, e pelos Museus do Kremlin, em Moscou, em 2025. A mostra é uma parceria entre o Instituto Brasileiro de Museus e o Museu Nacional da China.
A entrada é gratuita, e a exposição ficará em cartaz até 11 de outubro.
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