O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, reuniu-se nesta terça-feira (13) com o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para discutir os procedimentos relacionados ao caso conhecido como Master. Como parte das ações, Fachin determinou que a corporação envie todas as menções aos magistrados presentes nas investigações envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, sem excluir nomes.
Após o recebimento do material, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitirá um parecer prévio. Em seguida, o plenário do STF analisará a possibilidade de abertura de inquéritos específicos para os magistrados mencionados nas mensagens apreendidas pela Polícia Federal. A medida foi tomada também com base em cobranças internas ao tribunal, incluindo manifestação formal do ministro Gilmar Mendes, para que todas as citações a membros da corte fossem devidamente identificadas e avaliadas.
A iniciativa ocorre após a divulgação de trechos do inquérito pelo relator original, ministro André Mendonça, no mês passado. Os documentos revelaram mensagens de Vorcaro enviadas a um número associado ao ministro Alexandre de Moraes momentos antes de sua prisão, além de referências aos ministros Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli, Luiz Fux e ao próprio Mendonça, por interlocutores ligados ao ex-banqueiro.
Além do caso Master, Fachin aguardava o parecer da PGR sobre pedidos emergenciais de diligências feitas pela Polícia Federal relacionadas ao processo e às investigações sobre descontos indevidos em benefícios do INSS, que estavam temporariamente sob gestão da presidência do STF devido ao conflito interno gerado pela retirada do sigilo das mensagens.
Por fim, o presidente do tribunal também solicitou agilidade na análise do Inquérito das Fake News, indicando interesse em encerrar a investigação instaurada em 2019, cujo relator foi trocado no mês passado após a retirada de Alexandre de Moraes.
Acompanhe o Rio Press para mais notícias em tempo real.



