Amanda Rocha, de 17 anos, e o bebê que ela gerava de oito meses foram sepultados nesta segunda-feira (31) no Cemitério Parque da Paz, em São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio. Familiares e amigos se despediram da jovem com revolta e em busca de justiça, acusando negligência médica na maternidade do Hospital Estadual Azevedo Lima, em Niterói, onde Amanda e sua filha faleceram na madrugada de domingo (30).
No velório, a família de Amanda reiterou que houve falhas por parte dos médicos durante a tentativa de atrasar o parto. O hospital, no entanto, afirmou que adotou um protocolo para estimular a maturidade do feto devido à prematuridade da gestação.
Vaneide Santana Rocha, mãe de Amanda, esteve ao lado da filha durante toda a internação e presenciou os momentos de angústia enquanto a jovem perdia o oxigênio gradualmente, levando à sua morte. Vaneide relatou que a equipe médica não prestou o devido suporte, mesmo com a condição da grávida se agravando progressivamente.
O namorado de Amanda e pai da criança, Gabriel Ribeiro Gonçalves da Silva, de 18 anos, denunciou que os médicos improvisaram um método rudimentar para tentar auxiliar a respiração de Amanda, utilizando uma luva de látex e uma mangueira como balão de ar, já que o hospital não tinha respirador adequado.
A família acredita que a falta de ações adequadas por parte da equipe médica levou a complicações graves e, consequentemente, à morte da jovem e do bebê. O sentimento presente no velório era de dor e tristeza, mas também de busca por justiça.
A Secretaria de Saúde do estado do Rio informou que abriu uma sindicância para apurar o ocorrido e investigar os procedimentos realizados desde a internação de Amanda e as medidas adotadas para tentar salvá-la e ao bebê.



