Na manhã desta sexta-feira, a família da influenciadora e advogada argentina Agostina Páez voltou a atrair atenção após a circulação de vídeos polêmicos na Argentina. Mariano Páez, pai de Agostina, foi flagrado imitando gestos considerados ofensivos, semelhantes aos realizados pela filha no Brasil, e as imagens rapidamente se espalharam pelas redes sociais.
No registro, Mariano aparece dentro de um estabelecimento na Argentina reproduzindo gestos de caráter racial, enquanto afirma: “Eu tenho asco do estado. Não vivo da política. Sou empresário, milionário, agiota e narcotraficante.” Além desse vídeo, circula outro em que ele confessa ter sido ele quem financiou os US$ 18 mil em caução para que sua filha permanecesse em liberdade durante o processo judicial, negando qualquer recebimento de recursos públicos.
Agostina Páez manifestou-se por meio de redes sociais, criticando as ações do pai. A advogada afirmou estar profundamente desapontada com os vídeos divulgados, reforçando que se responsabiliza apenas pelos seus próprios atos e que não possui relação com o conteúdo divulgado. Ela também garantiu que estava em casa, acompanhada de amigos, durante os momentos registrados, e destacou que o pai esteve presente em sua fase difícil, embora não possa ser responsabilizada por suas atitudes.
Em entrevista ao vivo, Mariano declarou que as imagens teriam sido produzidas por inteligência artificial e afirmou que indivíduos teriam pedido uma quantia de cinco milhões de dólares para impedir a divulgação do material. O empresário, que atua na área de transportes, já enfrentou outras controvérsias, incluindo uma prisão de um mês por violência de gênero, relacionada a ameaças e agressões à ex-companheira, uma advogada. Atualmente, ele cumpre medidas cautelares, usando tornozeleira eletrônica e sob proibição de aproximar-se da vítima e de seus familiares.
Agostina também entrou com ação na Justiça argentina contra a ex-companheira, alegando exposição indevida nas redes sociais, o processo ainda tramita no país. O episódio envolvendo a brasileira ocorreu em janeiro, após uma discussão em um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro, na qual ela teria feito comentários racistas e gestos considerados ofensivos contra um funcionário. Depois, alegou reagir a fatos considerados indevidos por parte dos funcionários do estabelecimento, admitindo arrependimento posterior.
Em março, Agostina retirou a tornozeleira eletrônica autorizada judicialmente, ao deixar o Brasil e retornar à Argentina, após pagar caução de aproximadamente R$ 97 mil. Com isso, ela se compromete a manter contato atualizado com suas instituições judiciais e a atender a eventuais intimações, enquanto aguarda o desdobramento de seu processo no país.
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