A vereadora Luciana Novaes, que teve a morte cerebral confirmada nesta semana, terá seus órgãos doados. A família comunicou a decisão como uma forma de deixar um legado de solidariedade e vida.
Historicamente, Luciana dedicou sua atuação às causas ligadas à inclusão, defesa dos direitos de pessoas com deficiência, idosos e populações vulneráveis. Eleita pelo Partido dos Trabalhadores em 2016, ela cumpriu três mandatos na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. Sua trajetória pessoal também foi marcada por superação, após sofrer uma tentativa de homicídio em 2003 que resultou na perda de movimentos, e posteriormente, na tetraplegia.
A internação ocorreu após uma intercorrência neurológica causada pelo rompimento de um aneurisma cerebral, agravando seu quadro clínico. Na segunda-feira, ela passou por exames para confirmação de morte encefálica, após o agravamento do quadro neurológico.
O velório está programado para segunda-feira, às 10h, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, no Saguão José do Patrocínio, localizado no Palácio Pedro Ernesto, na Cinelândia. A família divulgou uma nota expressando tristeza, mas também destacando os valores de amor, coragem e esperança que marcaram a vida de Luciana.
Segundo o comunicado, a vereadora deixou uma trajetória de luta por justiça e inclusão, exemplos de força, fé e generosidade. Sua ação foi além da palavra, transformando obstáculos em movimento por direitos, deixando uma marca significativa na política e na sociedade.
A comunidade e os interessados devem participar do ritual de despedida na data marcada, manifestando carinho e homenagem à trajetória de uma mulher que, em vida, simbolizou resistência e dedicação às causas sociais.
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