Uma família de São Gonçalo enfrenta dificuldades após a suspensão do atendimento domiciliar de saúde para uma mulher de 44 anos, portadora de esclerose múltipla avançada há mais de duas décadas. Desde a última sexta-feira, ela não recebe assistência regular de enfermagem na residência, causando preocupação entre os parentes.
O serviço de homecare, fornecido pela operadora de saúde Unimed Leste Fluminense e realizado pela empresa Pionnier, deixou de contar com a equipe de técnicos desde junho devido à ausência de pagamento. A família relata que, sem condições financeiras para cobrir despesas adicionais como transporte e alimentação, os quatro profissionais responsáveis pelos cuidados interromperam oficialmente o atendimento.
De acordo com o irmão da paciente, Reinaldo Malta Assis, o quadro se agravou diante da incapacidade da família de realizar procedimentos essenciais para a segurança da irmã. Ele destaca que, desde o início do mês, as profissionais já não compareciam regularmente, e a ausência delas tem causado insegurança. Ainda assim, a família tem buscado alternativas, contando com ajuda de conhecidos que atuam em hospitais para tarefas específicas, como aspiração e limpeza.
A rotina de cuidados também passou a ser assumida integralmente pelos familiares, que aprenderam a administrar a alimentação da paciente e realizam tarefas diárias de higiene e troca de posições. Recentemente, ela precisou passar por procedimento hospitalar para troca da traqueostomia, realizado na terça-feira (11), que exigiu internação e uso de anestesia.
Reinaldo ressalta que a família tentou contato com a Pionnier e a própria Unimed Leste Fluminense diversas vezes na tentativa de resolver a situação, porém sem retorno. Ainda segundo ele, as profissionais de enfermagem tentaram buscar uma solução junto à empresa responsável pelo serviço, também sem sucesso. A operadora de saúde afirmou que tomará medidas necessárias para assegurar o tratamento adequado à paciente.
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