abril 8, 2026
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08/04/2026

Festival Feira Preta retorna ao Rio após 10 anos, destacando cultura e economia preta

O Festival Feira Preta, promovido sob o tema “Viva Pequena África”, retornará ao Rio de Janeiro em maio, após uma década de ausência. A edição de 2023 acontecerá nos dias 29, 30 e 31 e será realizada em locais como o Píer Mauá, o Armazém Kobra e áreas próximas à região portuária, incluindo o circuito histórico conhecido como Pequena África, um dos principais territórios da diáspora africana no Brasil. A programação, de entrada gratuita, dará destaque à história, cultura e perspectivas de desenvolvimento da economia negra na cidade.

Reconhecido como o maior evento de cultura e economia preta da América Latina, o Festival Feira Preta é estruturado em torno de três pilares principais: território, diáspora e economia do povo negro. Além de promover a ocupação cultural da cidade, o evento busca estimular o fortalecimento do empreendedorismo negro por meio de feiras, debates, apresentações musicais, rodas de samba e experiências gastronômicas. Encontros de negócios também fazem parte da programação, visando ampliar as conexões no setor.

A edição carioca sucede o evento realizado em Salvador em 2025, que atraiu mais de 30 mil pessoas ao longo de três dias. Essa troca entre as cidades reforça a proposta de conectar territórios históricos da diáspora africana no país, promovendo a circulação de pessoas e de ideias e impulsionando a economia preta como uma estratégia de desenvolvimento nacional.

Segundo Adriana Barbosa, fundadora da Feira Preta, o retorno ao Rio representa o reconhecimento da importância da cidade na formação da cultura negra no Brasil. Ela destaca que a Pequena África é uma memória viva, símbolo de resistência e de potencial para o futuro, e que a economia preta deve ser valorizada como vetor de crescimento.

O evento carioca é fruto de uma parceria com a iniciativa Viva Pequena África, que apresenta uma governança inovadora no Brasil, marcada por decisão compartilhada, centralidade territorial e comunicação como instrumentos estratégicos de transformação social. Antônio Pita, fundador da Diáspora.Black, que coordena a iniciativa, valoriza a realização na Pequena África como reconhecimento de suas manifestações culturais e das organizações locais, ressaltando o potencial do evento para avançar na implementação de tecnologias e metodologias voltadas ao desenvolvimento da cultura e economia criativa preta.


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