maio 21, 2026
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21/05/2026

Fiocruz aponta crescimento de internações por SRAG, impulsionado por VSR e influenza A

O aumento das hospitalizações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) voltou a preocupar várias regiões do Brasil. Dados recentes indicam que 16 capitais do país estão em níveis de alerta ou risco elevado, com tendência de crescimento nos casos nas últimas semanas.

De acordo com o boletim mais recente, referente ao período de 10 a 16 de maio, o crescimento dos casos está associado à circulação predominante do vírus sincicial respiratório (VSR) e da influenza A. O VSR intensifica especialmente as internações entre crianças menores, enquanto a influenza A tem contribuído para o aumento de casos em demais faixas etárias.

A análise aponta que a maior parte do território nacional está sob vigilância, com todas as unidades federativas, exceto Rondônia, mostrando níveis de atenção de SRAG nas últimas duas semanas. Além disso, 18 estados apresentam crescimento contínuo na incidência no período recente.

Especialistas ressaltam a importância da vacinação diante do aumento da circulação dos vírus respiratórios. A imunização, especialmente entre grupos de risco, é recomendada para reduzir o impacto das infecções e das hospitalizações. Também reforçam a necessidade de manter as doses de reforço contra a Covid-19, mesmo com a redução de casos graves da doença.

O boletim aponta que estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Tocantins apresentaram crescimento nas internações por influenza A. Em outras regiões, embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado, o número de internações permanece elevado, especialmente em Alagoas, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, São Paulo e Sergipe.

Entre as capitais, o aumento de hospitalizações por SRAG, com destaque para Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Salvador e Manaus, foi identificado. A lista também inclui Belém, Boa Vista, Campo Grande, Cuiabá, Florianópolis, Macapá, Maceió, Natal, Palmas e Aracaju.

Na Região Norte, o Pará destaca-se pelo crescimento de internações por VSR, atingindo nível considerado extremamente alto. Embora as mortes por Covid-19 estejam em declínio na maior parte do país, há um aumento recente nos casos no Ceará e Maranhão.

Desde o início do ano epidemiológico de 2026, foram registrados mais de 63 mil casos de SRAG, dos quais quase 30 mil testaram positivo para algum vírus respiratório. O vírus sincicial respiratório foi responsável por 44,5% dos casos positivos nas últimas quatro semanas; a influenza A respondeu por 24,5%, seguida pelo rinovírus com 24,4%. A Covid-19 representou apenas 2,6% dessas ocorrências.

Nos óbitos, a influenza A lidera, correspondendo a 51,8% dos casos positivos, enquanto Covid-19 aparece com 11,8%, próxima ao VSR, que totaliza 11,4%. A alta incidência de SRAG entre crianças menores de 4 anos reforça a principal influência do VSR nesses grupos. Entre idosos acima de 65 anos, a influenza A é a principal causa de óbitos relacionados à síndrome respiratória.

Os dados indicam uma incidência baixa de SRAG por Covid-19 em todas as faixas etárias, em contraste com o comportamento mais elevado para influenza A e VSR. O monitoramento é realizado pelo Programa de Computação Científica da Fiocruz, que fornece informações essenciais para ações de prevenção e respostas de vigilância em todo o sistema de saúde.


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