A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) apresenta, nesta terça-feira, a 11ª edição do Anuário do Petróleo no Rio. O documento evidencia que o Brasil e o estado continuam consolidando seu papel como fornecedores estratégicos de petróleo e gás em um contexto global caracterizado por tensões geopolíticas, mudanças nas cadeias de suprimento e uma crescente preocupação com segurança energética.
Apesar de registrar crescimento na produção de petróleo em 2025, o estudo aponta uma preocupação significativa com a escassez de atividades de perfuração de poços exploratórios. Segundo a análise, essa deficiência pode dificultar a reposição de reservas e afetar a sustentabilidade da produção a médio e longo prazo. No ano passado, a produção nacional de óleo aumentou 12% em relação ao ano anterior, enquanto a produção no Rio de Janeiro avançou 13%. No entanto, a exploração permaneceu reduzida, com a conclusão de apenas oito poços exploratórios no Brasil em 2025, incluindo sete no estado fluminense. Até o momento, em 2026, apenas um poço foi perfurado na região.
As reservas de petróleo também ganham atenção na avaliação da situação. Os dados do anuário indicam que as reservas totais do país diminuíram 1% em 2025, enquanto no Rio de Janeiro houve queda de 3%. Por outro lado, as reservas provadas apresentaram leve crescimento de 4% em âmbito nacional e estadual, elevando a relação entre reservas e produção para aproximadamente 12,8 anos no estado brasileiro do Rio de Janeiro no último ano.
Para a Firjan, a manutenção e o crescimento da produção dependem de estratégias que assegurem a reposição de reservas, novos investimentos e um ambiente de negócios favorável. O presidente da entidade destacou a importância de proteger as regiões produtoras, garantir remuneração adequada pelas externalidades dessas áreas e criar condições que favoreçam a competitividade da indústria de petróleo e gás, beneficiando toda a sociedade local.
Produtores independentes também reforçam a necessidade de melhorias no ambiente de negócios. A Associação Brasileira dos Produtores Independentes de Petróleo e Gás (Abpip) relembra o papel relevante dessas empresas na exploração de campos mais antigos e marginais. A entidade sugere simplificação de processos regulatórios, maior segurança jurídica, acesso facilitado a financiamentos, incentivos à inovação e uma cadeia de fornecedores mais integrada como formas de fortalecer o setor.
A publicação do anuário inclui análises de agentes públicos, empresas, associações e especialistas sobre os desafios e oportunidades para o setor de energia. Entre suas funcionalidades, destaca-se o uso de painéis interativos, além do Guia das Participações Governamentais e do Mapa do Petróleo no Rio, uma ferramenta que apresenta as principais estruturas e ativos da cadeia produtiva, ampliando o acesso às informações e proporcionando uma visão integrada da infraestrutura que mantém a liderança do estado na produção de petróleo nacional. Os dados disponíveis podem ser acessados no Observatório Firjan.
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