Na manhã desta sexta-feira, fiscais de órgãos de defesa do consumidor realizaram uma operação em agências bancárias de Copacabana, identificando longas filas e problemas na prestação de serviços. Como resultado, dois bancos foram autuados por irregularidades detectadas durante a fiscalização.
A ação foi conduzida pela Secretaria de Defesa do Consumidor e pelo Procon do Estado do Rio de Janeiro, em cooperação com o Sindicato dos Bancários, a Federação dos Bancários do região e a Comissão “Cumpra-se” da Assembleia Legislativa. Os agentes visitaram unidades do Banco Bradesco e do Itaú, constatando diversos problemas.
No Banco Bradesco, verificou-se que, apesar de possuir doze caixas eletrônicos, vários estavam inativos, gerando filas extensas e aumento no tempo de espera. Pessoas idosas, em especial, ficaram bastante prejudicadas por aguardarem mais de uma hora pelo atendimento, mesmo na fila prioritária. A legislação estadual limita o tempo máximo de espera a 20 minutos.
Na agência do Itaú, os fiscais identificaram a ausência de equipamentos acessíveis para cadeirantes e pessoas de baixa estatura, além de tempos de espera superiores a 42 minutos. Outros problemas também foram apontados, incluindo a falta de certificado do Corpo de Bombeiros, ausência do livro de reclamações do Procon, cartaz com o telefone 151 e a falta de uma escala de funcionários visível ao público.
Segundo o secretário de Defesa do Consumidor, Gutemberg Fonseca, os problemas evidenciam desrespeito ao consumidor, especialmente aos mais vulneráveis. Ele destacou que a situação é considerada grave e que ações firmes serão adotadas. Em uma das agências, foi relatado que uma idosa chorou ao relatar que aguardou mais de uma hora em pé para realizar uma operação, reforçando a necessidade de fiscalização rigorosa e punições para práticas inadequadas.
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