A Enel Rio identificou um aumento no furto de energia na sua área de atuação, com uma elevação de 7% nas ocorrências registradas durante operações conjuntas com a Polícia Civil em 2025. Essas ações resultaram na prisão de mais de cem pessoas, sendo 14 delas nos dois primeiros meses de 2026 e ao menos 30 ocorrências registradas nesse período.
Os levantamentos abrangem ações realizadas entre janeiro e dezembro do último ano, com o objetivo de combater fraudes na rede elétrica, muitas vezes por meio de ligações clandestinas, popularmente conhecidas como “gato”. Essas operações envolvem equipes especializadas e perícia técnica, buscando reduzir prejuízos à infraestrutura, melhorar a qualidade do fornecimento e garantir a segurança pública.
São Gonçalo lidera a lista de municípios com maior número de casos de furto de energia na região, seguido de Niterói, Rio das Ostras, Angra dos Reis e Paraty. Esses cinco locais representam quase metade das ocorrências no período, com Niterói, São Gonçalo e Rio das Ostras destacando-se também pelo maior volume de prisões em flagrantes.
Segundo a distribuidora, a maioria dessas irregularidades ocorre em estabelecimentos comerciais — cerca de 62,8% dos registros—, enquanto as residências representam uma parcela de 35,7%. Foram também identificadas fraudes em propriedades rurais e grandes consumidores industriais. Entre os estabelecimentos mais afetados estão restaurantes, bares, supermercados, oficinas, além de fábricas de produtos falsificados e de gelo. Diversas dessas operações flagraram ligações irregularidades em locais variados, incluindo uma fábrica de produtos de beleza, uma fábrica de tijolos e uma recauchutadora, muitas conectadas à rede sem medidor de energia ou por meio de fraudes no equipamento de medição.
O furto de energia constitui crime previsto em lei, com penas de um a quatro anos de reclusão. Caso o delito envolva cabos de energia, telefonia ou transporte público, a pena pode chegar a oito anos de prisão. Além disso, quem praticar essa irregularidade pode ser obrigado a pagar os valores referentes ao consumo não contabilizado durante o período de fraude.
A prática de furtar energia traz riscos à segurança da população, pois pode causar curtos-circuitos, sobrecargas, interrupções no fornecimento, acidentes elétricos e até incêndios. A empresa estima que, sem essas irregularidades, as tarifas poderiam ser reduzidas em cerca de 5%. Por fim, reforça a necessidade de fiscalização contínua e de ações de conscientização voltadas à preservação da integridade da rede elétrica e à proteção dos consumidores.
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