março 23, 2026
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23/03/2026

Gabinete de vereador identifica área de abandono e ocupações ilegais na região de Benfica, no Rio

Um estudo realizado pelo gabinete do vereador Pedro Duarte, presidente da Comissão de Assuntos Urbanos na Câmara do Rio, identificou três imóveis públicos estaduais na região de Benfica, que estão atualmente em estado de abandono ou ocupados irregularmente. Essas áreas estão situadas próximas ao Morro da Mangueira e compõem um trecho conhecido como “Reta do Abandono”, uma faixa de 1,2 km marcada por ocupações ilegais, atividades ilícitas, e problemas relacionados à infraestrutura urbana.

O primeiro imóvel considerado é uma antiga unidade da Faetec, localizada na Rua Visconde de Niterói. Com uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados, a propriedade está desativada há pelo menos seis anos. Atualmente, há registros de ocupações irregulares, uso indevido do espaço e denúncias de práticas ilícitas, como tráfico de drogas. De acordo com a equipe do vereador, a edificação abandonada serve como ponto de moradia irregular, consequência de ocupações migradas de outra área, e também tem sido palco de atividades ilegais, incluindo comércio não autorizado. Até o momento, a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec) não respondeu a solicitações de esclarecimento feitas pela comissão, mas informa que a unidade foi encerrada em 2018 por questões logísticas. A fundação aguarda uma resposta de uma outra entidade para flexibilizar restrições de uso e definir uma nova destinação ao imóvel.

O segundo ponto destacado é uma área na Rua Capitão Félix, esquina com a Rua Ferreira de Araújo, que possui cerca de 4,3 mil metros quadrados. Até 2018, o terreno permanecia vazio e cercado, mas, a partir de 2020, passou a abrigar construções irregulares, incluindo prédios de até cinco andares e várias unidades habitacionais. Conhecida como “Deus que me deu”, a ocupação se consolidou rapidamente e apresenta uma dinâmica urbana própria, com comércio informal e circulação intensa de pessoas. Segundo o levantamento, a expansão ocorreu sem licenciamento formal, acompanhamento técnico ou infraestrutura adequada, impulsionada pela ausência do Estado na fiscalização.

O terceiro imóvel, localizado na Rua Capitão Félix, número 412, é uma área de 2,4 mil metros quadrados que permanece ociosa e sem qualquer intervenção. Embora ainda não tenha sido ocupada formalmente, há sinais de irregularidades na sua proximidade e falta de controle institucional. Desde 2023, essa área integra um projeto habitacional do programa Minha Casa, Minha Vida. Apesar de um chamamento público realizado em 2024 e a definição de uma empresa responsável, o projeto ainda não foi efetivado.

No momento, as ações do gabinete do vereador avançam na tentativa de obter respostas oficiais e de encaminhar providências às autoridades competentes, incluindo uma eventual denúncia ao Ministério Público, para tratar do estado dessas áreas e buscar soluções para o problema do abandono urbano na região.


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