As propostas para a concessão do Aeroporto Internacional Tom Jobim, conhecido como Galeão, devem ser entregues nesta segunda-feira (23/03), marcando o início de uma semana decisiva antes do leilão agendado para o dia 30, na B3, em São Paulo. O governo federal estima arrecadar aproximadamente R$ 1,5 bilhão na ocasião, valor que será pago de forma integral pelo vencedor, representando um ágio considerável acima do lance mínimo de R$ 932 milhões.
No mercado, a expectativa é de forte competição entre operadores internacionais já atuantes no Brasil. Entre os interessados estão a atual concessionária responsável pelo Galeão, formada pelas empresas Vinci Airports e Changi Airport Group, além da Zurich Airport e da Aena, que já operam aeroportos no país. Com as mudanças na modelagem do contrato, a Infraero deixará de participar da gestão do terminal, na qual detém atualmente 49%.
O leilão ocorre com um modelo renovado, fruto de negociações entre o governo, o Tribunal de Contas da União e a Agência Nacional de Aviação Civil. As alterações principais incluem a substituição da cobrança de outorga fixa por um valor variável, atrelado ao faturamento do aeroporto, além da exclusão de exigências de grande impacto, como a construção de uma nova pista. Essa reformulação é vista como uma estratégia para diminuir riscos e tornar o ativo mais atrativo.
O contrato vigente vai até 2039. A relicitação busca corrigir distorções do ciclo anterior, iniciado em 2013, quando o Galeão foi arrematado por R$ 19 bilhões, em um momento de expectativa de forte crescimento do setor aéreo. No entanto, fatores como crise econômica, retração do mercado e a pandemia impactaram a saúde financeira do contrato.
Atualmente, o aeroporto retorna ao mercado sob uma nova conjuntura. Entre os fatores que despertam interesse está o projeto da Gol Linhas Aéreas de transformar o Galeão em uma base para voos internacionais de longa distância, incluindo rotas diretas para Nova York e destinos na Europa, o que pode reposicionar o terminal no cenário global de transporte aéreo.
O edital contempla uma hipótese de contingência. Se não houver propostas, a atual concessionária permanece responsável pela operação, mediante pagamento do valor mínimo estipulado.
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