O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, demonstra interesse em transferir o comando do Palácio Guanabara para o eleito Douglas Ruas, previsto para assumir em 6 de janeiro de 2027. No entanto, há resistência por parte do grupo próximo a Ruas, que não vê com entusiasmo a oportunidade de antecipar essa transição.
Segundo informações, além de Couto, o secretário-chefe da Casa Civil, Flávio Willeman, tem buscado contatos com apoiadores do futuro governador e deputados estaduais para negociar uma possível transferência de posse antes do prazo oficial. Essa movimentação ocorre também pelo fato de Douglas Ruas exercer, simultaneamente, a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o que alimenta discussões sobre antecipar o processo de transferência de poder.
Entretanto, o grupo de Ruas não está disposto a assumir responsabilidades pelos compromissos financeiros e administrativos de 2026 antes do momento adequado. Com um orçamento de 2027 prevendo um déficit de quase R$ 14 bilhões, há preocupações de que uma posse antecipada signifique assumir também as dificuldades financeiras do governo em final de mandato.
Apesar de, em agosto, Ruas ter defendido a posse imediata após a vitória nas urnas, sua posição atual revela uma postura mais cautelosa. A preferência, por ora, é manter o cronograma oficial, com a transição administrativa acontecendo conforme planejado. Ainda assim, a possibilidade de uma posse antecipada dependerá de decisões jurídicas e de uma negociação formal entre as partes envolvidas.
Atualmente, a primeira reunião de transição já foi agendada para esta semana, marcando o início do processo de transferência de poder no estado.
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