O governo colombiano solicitou aos Estados Unidos a suspensão temporária de tarifas sobre produtos exportados pelo país, buscando aliviar os impactos comerciais decorrentes do terremoto de magnitude 7,4 que devastou uma região do oeste colombiano na última segunda-feira. O pedido foi feito pelo presidente Abelardo de la Espriella durante uma conversa com o presidente americano Donald Trump na noite de sábado, após a qual o líder colombiano publicou uma mensagem na rede social X, agradecendo a assistência enviada pelos Estados Unidos.
De acordo com o presidente colombiano, a suspensão das tarifas seria uma medida importante para apoiar os empresários afetados pela tragédia. Atualmente, o governo americano não confirmou se considerará a solicitação, embora já tenham sido disponibilizados US$ 26,5 milhões em ajuda humanitária, destinados a alimentos, materiais médicos e abrigos.
O sismo causou danos severos na região do Pacífico, atingindo especialmente áreas como Chocó, Pereira, Cali e Quibdó. Em consequência, o governo colombiano declarou estado de desastre natural. As informações oficiais apontam um total de 289 mortes, 3.937 feridos e 143 desaparecidos, além de mais de 14 mil residências completamente destruídas e outras 81 mil com danos significativos.
As buscas em Cali continuam mesmo após o período considerado mais crítico para localizar vítimas sob os escombros. Equipes de emergência ainda buscam por mais de 70 pessoas desaparecidas, mantendo a esperança de encontrar sobreviventes. O prefeito da cidade, Alejandro Eder, afirmou que os esforços permanecem intensos e que, apesar de passarem mais de 120 horas do terremoto, há expectativa de resgatar possíveis vítimas com vida.
Desde que assumiu a presidência, poucos dias antes do terremoto, De la Espriella mantém uma relação próxima com Donald Trump, que apoiou sua candidatura nas eleições colombianas de junho. A proximidade diplomática tem sido destacada pelo governo colombiano, que agora busca transformar esse alinhamento em medidas concretas para mitigar os prejuízos econômicos enfrentados pelos setores mais afetados na crise desencadeada pelo sismo.
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